O presidenciável Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas, quer ser o representante da extrema direita na sucessão de 2026.
Zema acha que esse mote de campanha pode melhorar sua posição nas pesquisas de intenção de voto. Recentes enquetes colocam o ex-chefe do Executivo bem distante de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Zema defende mudanças na legislação trabalhista, quer flexibilizar o Estatuto da Criança e Adolescente para que menores de idade trabalhem, sonha com um amplo projeto de privatizações, incluindo aí o Banco do Brasil e empresas estatais lucrativas, e é fervorosamente contra o fim da escala 6x1.
Zema não foge do assunto como faz o clã Bolsonaro. Lembrando ao caro e atento leitor que a redução na jornada de trabalho sem alterar o salário tem o apoio de mais de 70% do povo brasileiro.
Contrariando o discurso patronal, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vieira de Mello Filho, disse que "o fim da escala 6x1 não afeta a economia". O tribunal concluiu que a mudança na jornada de trabalho "não causará prejuízos econômicos significativos".
Vieira de Mello comparou toda essa discussão sobre o fim da escala 6x1 à implantação do décimo terceiro salário, que "posteriormente se consolidou como essencial", finalizou o ministro.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, filho número 1 de Jair Messias Bolsonaro, evita falar sobre o fim da escala 6x1. Foge do assunto como o diabo da cruz. O silêncio é ensurdecedor.
Toda vez que comento sobre a escala 6x1, digo que o bolsonarismo se defronta com o ditado popular "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". O primeiro bicho é o apoio popular. O segundo, os empresários. O bolsonarismo não quer contrariar os doadores de campanha.
Digo também que o fim da escala 6x1 vai ser a "tábua de salvação" da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não à toa que a oposição vai fazer de tudo para atrasar a votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Termino com Leonardo Sakamoto, colunista da UOL Notícias: "Chance de fim da 6x1 tirou do armário quem despreza trabalhador pobre".

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