Em assembleia extraordinária realizada nesta quinta-feira (30), no âmbito do 6º Congresso da União Geral dos Trabalhadores da Bahia (UGT-BA), Marcelo Carvalho foi reconduzido à presidência da central sindical por aclamação, consolidando sua liderança à frente da entidade para um novo ciclo de gestão.
A UGT-BA integra uma das mais relevantes centrais sindicais do país, reunindo centenas de sindicatos e federações e representando um amplo espectro de categorias profissionais. Sua atuação está ancorada nos princípios do sindicalismo cidadão, com ênfase na ética, na modernização das relações de trabalho e na defesa qualificada dos direitos laborais.
O congresso, realizado em Salvador, reuniu expressivas lideranças políticas e institucionais, entre elas o vice-governador Geraldo Júnior, o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, parlamentares federais e o ex-secretário nacional de Qualificação do Ministério do Trabalho e Emprego, Magno Lavigne.
Reconduzido com o apoio unânime dos delegados presentes, Marcelo Carvalho destacou o significado político da aclamação e projetou os desafios do novo mandato com uma retórica assertiva e mobilizadora. Segundo ele, a legitimidade conferida pela base sindical é resultado de um trabalho articulado, sustentado por diálogo institucional e consistência administrativa ao longo dos últimos quatro anos.
Em sua fala, o dirigente sinalizou que a próxima etapa exigirá intensificação das lutas históricas do movimento sindical, com destaque para o enfrentamento da jornada 6x1 e a defesa da valorização salarial, incluindo a proposta de construção de um salário mínimo regional acima do piso nacional. A agenda, segundo Carvalho, será conduzida com firmeza, diálogo e capacidade de mobilização.
O presidente também ressaltou a robustez da participação no congresso, evidenciada pela presença ativa das 117 entidades filiadas, cujos delegados contribuíram para o aprofundamento dos debates e deliberações. Para ele, esse engajamento reafirma a UGT-BA como uma referência no cenário sindical baiano, tanto pela capilaridade quanto pela densidade política de sua atuação.
Com o tema “Transição Justa, Democracia e Sustentabilidade”, o 6º Congresso da UGT-BA estruturou uma agenda contemporânea, alinhada aos desafios do mundo do trabalho no século XXI. As discussões contemplaram desde a valorização do trabalho e a ampliação de direitos até a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, consolidando o evento como espaço estratégico de reflexão e construção coletiva.

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