"É de lascar o cano" é uma expressão popular muito usada pelos nordestinos. É o que vem acontecendo com segmentos evangélicos escancaradamente bolsonaristas.
Nem o comportamento do então presidente Jair Messias Bolsonaro, diante da pandemia da Covid-19, que ceifou a vida de milhares de seres humanos, abalou o bolsonarismo evangélico, que continua fiel ao "mito".
A inexplicável adoração pelo ex-chefe do Palácio do Planalto, hoje preso por tentativa de golpe de Estado, é a prova inconteste de que o antipetismo é forte.
Vejamos um exemplo mais recente dessa reverência com o bolsonarismo, que parece imune a qualquer crítica pelos olhos dos evangélicos.
Lideranças desse segmento religioso, responsável pelo empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto, estão colocando a desaprovação de Jorge Messias pelo Senado no colo do presidente Lula.
Que coisa, hein! Flávio Bolsonaro, filho primogênito de Jair Messias Bolsonaro, se junta com David Alcolumbre, presidente do Senado, para derrotar o evangélico Messias, e a culpa é de Lula.
Atribuir a Lula a derrota de Jorge Messias é uma outra prova: a de que o evangelismo bolsonariano é desinformado e de uma inominável ingenuidade.
É de lascar o cano.

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