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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
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Política Geral

Rejeição de Jorge Messias no Senado: Como Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro derrubaram a indicação ao STF

"Dia Histórico": O plano traçado por Alcolumbre para enviar um recado de força ao Planalto.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Rejeição de Jorge Messias no Senado: Como Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro derrubaram a indicação ao STF
Roque de Sá/Agência Senado
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A rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) não foi um acidente de percurso, mas uma operação política cirúrgica. Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a derrota de Lula no Senado foi selada por uma aliança estratégica entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

O placar de 42 votos contra e 34 a favor — o primeiro revés para o STF desde o século XIX — marca um ponto de inflexão na relação entre os Poderes, expondo que o controle da pauta e das vontades do Senado hoje passa, necessariamente, pelas mãos de Alcolumbre e da oposição bolsonarista.

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A "Operação Silenciosa" de Alcolumbre

Davi Alcolumbre, conhecido por seu perfil de exímio articulador de bastidores, teria transformado a indicação de Messias em uma demonstração de força pessoal. Nos dias que antecederam a votação, Alcolumbre atuou diretamente sobre o Centrão e senadores independentes, repetindo a interlocutores que a data seria um “dia histórico”.

A tática de Alcolumbre incluiu:

  • Pressão no Progressistas (PP): O foco foi neutralizar o apoio de Ciro Nogueira a Messias, forçando a bancada a liberar votos ou a se posicionar contra o governo.

  • Recado ao Planalto: A articulação serviu para mostrar que qualquer indicação futura ou pauta econômica do governo precisará de uma negociação muito mais "cara" e direta com o comando do Senado.

Flávio Bolsonaro e o "Fator Ideológico"

Enquanto Alcolumbre cuidava do "varejo" político e do Centrão, Flávio Bolsonaro mobilizou a ala ideológica e a oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O argumento central usado por Flávio foi o risco de "politização excessiva" da Corte com o nome de Messias, figura intimamente ligada ao PT.

A oposição também enxergou na rejeição um componente eleitoral para 2026: ao barrar um nome de confiança de Lula, os senadores enviam um sinal de resistência ao eleitorado conservador e deixam a vaga aberta para um momento político que pode ser mais favorável a uma indicação de perfil diverso.

Tabela: Os Números da Derrota Histórica

Indicador Jorge Messias (2026) Histórico (Desde 1894)
Votos Favoráveis 34 Média histórica acima de 45
Votos Contrários 42 Recorde de rejeição na era moderna
Necessário para Aprovação 41 -
Diferença (Votos Faltantes) 07 -

O Impacto: Recado ao Judiciário e ao Executivo

Para analistas políticos, o movimento coordenado por Alcolumbre e Flávio Bolsonaro teve três destinatários:

  1. Luiz Inácio Lula da Silva: O recado de que a base governista no Senado é líquida e que o "hiperpresidencialismo" acabou.

  2. O STF: Um aviso de que o Senado pretende retomar seu papel de "filtro" das indicações e de contraponto ao ativismo judicial.

  3. Sucessão de 2026: A demonstração de que a oposição e o bloco de Alcolumbre estão operando em sintonia fina para as próximas janelas eleitorais.

Com Jorge Messias fora do páreo, o governo agora enfrenta o dilema de indicar um nome de perfil técnico e "neutro" para evitar um novo vexame, ou dobrar a aposta em um nome político, correndo o risco de paralisar a pauta do Senado em um ano de eleições.

 

Pergunta para o leitor: Você acredita que essa rejeição foi uma defesa da independência do Senado ou apenas um jogo de interesses políticos visando as eleições de outubro?

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