A pesquisa Quaest, registrada sob o nº BA-03657/2026 e divulgada nesta quarta-feira (29), trouxe um dado alarmante para os gestores públicos e candidatos ao Palácio de Ondina: a violência consolidou-se como o maior gargalo do estado, seguida de perto pelas deficiências na saúde.
O levantamento revela que, embora a preocupação com a segurança seja transversal, ela atinge picos diferentes dependendo do alinhamento ideológico do eleitor, enquanto a saúde se torna a prioridade para as bases que historicamente apoiam o governo federal e eleitores de centro.
Os Problemas que Moldam a Eleição
De acordo com os entrevistados, a tríade de dificuldades que a Bahia enfrenta está bem definida:
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Violência: 36% (Líder absoluta de menções).
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Saúde: 26%.
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Desemprego: 9%.
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Não sabem/Não responderam: 8%.
Violência: O Calcanhar de Aquiles da Gestão
O medo da criminalidade é acentuado em espectros políticos específicos. O dado mais contundente vem da direita não bolsonarista, onde 51% apontam a segurança como o problema número um. Esse número sugere que a oposição encontrou no tema da segurança o seu principal discurso de desgaste contra a atual gestão de Jerônimo Rodrigues (PT).
Violência por Perfil Político:
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Direita não bolsonarista: 51%
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Esquerda não lulista: 38%
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Independentes e Bolsonaristas: 37% (cada)
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Lulistas: 31%
Mesmo entre os apoiadores do presidente Lula, a violência é uma preocupação real (31%), indicando que o tema transborda a disputa partidária e atinge o cotidiano do cidadão baiano de forma generalizada.
Saúde: O Foco dos Lulistas e Independentes
Se a segurança é o tema da direita, a saúde ganha um peso estratégico para os eleitores de centro e de esquerda. Para os lulistas e independentes, o acesso a hospitais, exames e medicamentos é citado por 28% como a maior carência do estado.
Saúde por Perfil Político:
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Lulistas e Independentes: 28%
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Esquerda lulista: 25%
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Bolsonaristas: 24%
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Direita não bolsonarista: 22%
Análise: O Desafio dos Candidatos
Os números da Quaest indicam que a eleição de 2026 na Bahia não será decidida apenas por "padrinhos políticos", mas por propostas concretas para áreas críticas.
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Para Jerônimo Rodrigues (PT): O desafio é apresentar resultados imediatos na segurança pública para reduzir a percepção de 36% de crise na área.
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Para ACM Neto (União): A estratégia deve passar por capitalizar o descontentamento com a violência, especialmente entre os eleitores de direita e independentes.
O peso do desemprego (apenas 9%) sugere que, embora a economia importe, o baiano sente hoje que a sua integridade física e o atendimento médico são questões de sobrevivência que precedem o mercado de trabalho.
Ficha Técnica:
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Amostra: 1.200 entrevistas.
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Data: 23 a 27 de abril de 2026.
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Margem de erro: 3 pontos (para mais ou para menos).
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Registro TSE: BA-03657/2026.
Na sua percepção, o governo estadual tem focado mais na saúde ou na segurança nos últimos meses? Os dados da Quaest refletem o que você vê no seu bairro?

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