Os políticos, principalmente os que têm mandatos, deixando de fora as exceções, adoram viajar em jatinhos de empresários e com todas as despesas pagas.
Como não existe almoço de graça na política, o toma lá, dá cá é logo acionado ou guardado para o momento mais interessante, quando a fatura será cobrada.
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), em 2025, fez uma viagem para a Flórida em companhia da sua esposa e do advogado Willer Tomaz. Um dia antes foi o aniversário de 44 anos do filho primogênito do ex-presidente Bolsonaro.
Willer Tomaz chegou a ser preso pela Polícia Federal. A acusação de tentar corromper um procurador foi feita por Joesley Batista. Por insuficiência de provas robustas, o Tribunal Regional Federal (TRF-1) não acatou a denúncia.
Que coisa, hein! Como adoram viajar com tudo pago. A desculpa é sempre a mesma, ipsis litteris: finalidade pessoal e familiar.
E ainda tem parlamentar portador de um inominável cinismo, que quando questionado sobre o dono do jatinho, diz que não sabe.
O parágrafo acima pode ter como exemplo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ao ser indagado sobre quem era o dono da aeronave que utilizou na sua campanha e na do então candidato Jair Bolsonaro, diz, sem nenhum tipo de constrangimento, que desconhece.
Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o proprietário do jatinho é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, hoje preso.
Vorcaro foi o protagonista de um escândalo financeiro sem precedentes na história do Brasil, envolvendo o Executivo, Legislativo e Judiciário.
E assim caminha a República Federativa do Brasil, de cinismo em cinismo, de jatinho em jatinho.

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