A oposição e o bolsonarismo vão se transformando em um invejável "cabo eleitoral" da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O deputado Lucas Hedecker (PSD) pediu, na manhã de hoje, na CCJ da Câmara, vista no parecer da proposta do fim da escala 6x1.
Lembro ao caro e atento leitor que a diminuição da jornada de trabalho, com a escala 5x2, tem o apoio de mais de 70% do povo brasileiro.
A pressão da classe empresarial para que tudo permaneça como dantes no quartel de Abrantes, com seis dias de trabalho e folga apenas no domingo, é forte. Outro lembrete é que os parlamentares não querem se indispor com os doadores de campanha.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que o chamado "tarifaço" pode ser restabelecido até julho, o que deve ter deixado Eduardo Bolsonaro feliz da vida.
Nos bastidores do lulopetismo, o que se comenta é que Flávio Bolsonaro vai pedir a Bessent que não aplique o tarifaço. O primogênito ficaria como o protagonista-mor da suspenção das tarifas sobre os produtos brasileiros.
A "tábua de salvação" do bolsonarismo é o enraizado antipetismo. Pesquisa do Poder Data/AYA, divulgada nesta sexta-feira (29), aponta um empate técnico de Lula com Flávio (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, em um segundo turno.
Nessa acirrada disputa pelo cargo mais cobiçado da República, sairá vitorioso quem errar menos. Salta aos olhos que me refiro ao petista-mor e o enteado de Michelle Bolsonaro.
A possibilidade de uma segunda etapa eleitoral sem um confronto entre Lula versus Flávio Bolsonaro é remotíssima, extremamente improvável.

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