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A IMBECILIDADE BOLSONARIANA

Coluna Wense, 29 de maio de 2026

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
A IMBECILIDADE BOLSONARIANA
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A eleição de Flávio Bolsonaro para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo significa que o Brasil terá dois presidentes: um de direito, o primogênito de Jair Messias Bolsonaro, o outro de fato, Donald Trump, mandatário-mor dos Estados Unidos. 

O bolsonarismo trata a soberania, que é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, como se fosse algo desprezível, sem nenhuma importância, jogando na lata do lixo o preceito constitucional de que o poder emana do povo. 

O besteirol continua a todo vapor: quem não vota no número 1, ou faz qualquer crítica ao bolsonarismo, é logo rotulado de comunista, esquerdista ou petista. A imbecilidade salta aos olhos.

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O mais novo "comunista" é Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais. "Eu desafiaria que se convidasse qualquer general, almirante ou brigadeiro que aceitasse qualquer risco à soberania brasileira implícito nessa designação. Os militares brasileiros não aceitam isso", declarou Trevisan ao ser questionado sobre a decisão dos EUA de classificar as facções brasileiras como organizações terroristas. 

Outro "comunista" é Walter Maierovitch, especialista em segurança pública e crime organizado. Veja abaixo, ipsis litteris, sua opinião. 

"Ao equiparar fenômenos diferentes, Trump aumenta o raio das ações de intromissão. O Brasil não é um narcoestado e nem pratica terrorismo de estado. Nem sustenta financeira ou estrategicamente organizações terroristas. Não é um Irã, por exemplo. Por outro lado, reprime o tráfico de drogas proibidas, colaborando com organismos internacionais". 

A lamentável e vergonhosa cena de Jair Messias Bolsonaro batendo continência à bandeira dos Estados Unidos consolidou a subserviência do bolsonarismo. 

Concluo dizendo que a direita bolsonarista trata a soberania, que é um dos arcabouços do Estado Democrático de Direito, um pilar inegociável, com um inominável desprezo.

Quem tem que resolver os problemas do Brasil é o Brasil, o presidente da República de plantão, seja ele de esquerda ou direita. Se não está resolvendo, que o eleitor, com sua "arma" poderosa, o título de eleitor, não vote na sua reeleição. 

Com efeito, também estou sendo chamado de "comunista". Ainda bem que não estão adjetivando, me rotulando de "velho comunista". 

Eu sou um "velho brizolista", já com quase 40 anos de PDT, meu primeiro e único partido. O saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola nunca chegou perto de ser um comunista. Era um nacionalista retado, bom de briga.

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