O almoço de ontem, sábado (14), entre os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, vai ser o principal assunto político deste domingo.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a composição da majoritária puro-sangue petista, idealizada pelo também senador Jaques Wagner, foi debatida.
Pelo andar da carruagem, o imbróglio tende a ficar cada vez mais intenso. O Coronel já declarou, com todas as letras maiúsculas, que não abre mão da reeleição integrando a majoritária.
"Se o PSD tiver que deixar o grupo petista não teria nenhum problema", disse Otto Alencar, presidente estadual do PSD, ao ser questionado sobre a defenestração, sem dó e piedade, do Coronel.
O dirigente-mor do PSD manda o seguinte recado para o lulopetismo da Boa Terra: a marginalização do Coronel é motivo para romper com o PT.
Jaques Wagner, quando perguntado sobre o impasse, diz que tudo será resolvido. Esse "resolvido" do ex-governador está provocando várias especulações e disse-me-disse. O que Wagner vai propor ao PSD para convencer o Coronel a aceitar ficar de fora da chapa da base aliada?
O que se comenta nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é a possibilidade de convidar o filho do Coronel, deputado estadual Angelo Coronel Filho, para ser o vice do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição).
O caro e atento leitor indagaria: Como fica o MDB? Os irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, aceitariam abrir mão da indicação do vice?
O cardápio político entre Angelo Coronel e Otto Alencar é mais uma advertência ao PT, que parece não reconhecer a importância do PSD na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
Depois não adianta lamentar o erro de uma chapa 100% petista, chorar o leite que já foi derramado em decorrência da soberba.

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