O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou, neste domingo (11), a existência de qualquer negociação envolvendo cargos estratégicos para garantir a permanência do senador Angelo Coronel (PSD) na base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi feita durante agenda pública em Salvador, em meio a especulações sobre rearranjos políticos para a eleição estadual.
Nos bastidores, circulavam informações de que a esposa de Coronel, Eleusa Coronel, poderia ser indicada como candidata a vice-governadora na chapa governista, hipótese que deixaria de fora o atual vice, Geraldo Júnior (MDB). Outra possibilidade ventilada era o apoio do governo à candidatura do deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), movimento que poderia enfraquecer a tentativa de reeleição da atual presidente, Ivana Bastos (PSD).
Questionado sobre os rumores, Wagner foi direto e afirmou que o tema jamais foi objeto de negociação. “Nunca negociei. Em todas as conversas que tive, isso não passou. A própria família já disse que não tem interesse em vice”, declarou o senador, minimizando as especulações.
O petista também destacou que a escolha do comando da Alba não depende de acordos externos ao Legislativo. Segundo ele, a presidência da Casa será definida por meio de uma eleição interna, secreta, no próximo ano, com uma composição parlamentar diferente da atual.
“A presidência da Assembleia depende de uma eleição secreta dentro da Assembleia, no ano que vem. Colocar isso na mesa agora é inócuo, não faz sentido. Essa questão será resolvida dentro da chapa, sem mexer em outros espaços”, afirmou Wagner.
As declarações ocorrem em um momento de intensas articulações políticas na base aliada do governo estadual, especialmente em torno da formação da chapa majoritária e da permanência de aliados históricos no projeto de reeleição de Jerônimo Rodrigues.
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