A sucessão estadual de 2026 começa a ganhar novos contornos na Bahia com o avanço das articulações envolvendo o deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do senador Angelo Coronel (PSD). Informações divulgadas pelo jornalista Victor Pinto, da Band, apontam que o parlamentar estaria em diálogo direto com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para ocupar a vaga de vice-governador na próxima eleição.
Segundo apuração, Diego Coronel passou a conduzir pessoalmente as conversas políticas da família e deve se reunir com o governador nos próximos dias. O encontro pode selar um novo arranjo entre PT e PSD, redesenhando a composição da chapa majoritária governista.
A movimentação teria impacto direto nas recentes aproximações de Angelo Coronel com a oposição. O senador chegou a manter conversas com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), incluindo um convite para migração ao PSDB. No entanto, o cenário mudou após o presidente estadual do PSD, Otto Alencar, reafirmar publicamente que o partido permanecerá alinhado ao projeto político de Lula e Jerônimo, afastando qualquer possibilidade de ruptura.
Nos bastidores, Coronel vinha demonstrando insatisfação desde que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), passou a ser citado como possível candidato ao Senado em 2026. O senador defendia prioridade para a própria reeleição, enquanto lideranças petistas sustentavam que a base aliada comporta múltiplas candidaturas.
Atualmente, a vaga de vice-governador é ocupada pelo MDB, por meio de Geraldo Júnior, cuja permanência passou a ser questionada após o desempenho eleitoral de 2024, quando foi derrotado na disputa pela Prefeitura de Salvador. A possibilidade de substituição reacendeu o debate interno na base governista.

Reação do MDB
Diante das especulações, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, uma das principais lideranças do MDB na Bahia, reagiu publicamente e tratou o assunto com cautela. Em entrevista ao portal bahia.ba, Geddel afirmou confiar no compromisso político firmado com o PT e classificou as informações como precipitação.
Segundo ele, tanto o senador Jaques Wagner quanto o governador Jerônimo Rodrigues sempre demonstraram respeito aos acordos estabelecidos com o MDB. Geddel reforçou ainda que a vice-governadoria foi conquistada nas urnas e não deve ser tratada como moeda de negociação.
A movimentação do PSD, no entanto, amplia o debate sobre o equilíbrio interno da base aliada e antecipa disputas que devem se intensificar ao longo de 2026, colocando PT, PSD e MDB no centro das negociações políticas do próximo ciclo eleitoral.
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