Pré-candidatos ao pleito de 2026, seja para o Parlamento federal ou Assembleia Legislativa do Estado, têm que ficar atentos, sob pena de serem usados para eleger quem a cúpula do partido quer. São rotulados de "buchas de canhão" no linguajar da política.
Com o fundo eleitoral o convencimento ficou mais fácil. A promessa de uma boa ajuda financeira para a campanha é a conversa principal.
O problema é que o candidato "bucha de canhão" vai receber um dinheiro que, quando comparado ao do preferido da legenda, é uma mixaria.
Faz parte também da estratégia para convencer os postulantes a disputar uma vaga no Parlamento um convite a Salvador, quando são bem recebidos pelo presidente estadual do partido. Voltam da capital empolgados com o tratamento. No mesmo dia a foto do encontro está nas redes sociais.
Os senhores dirigentes partidários vão ter uma grande surpresa. Não existe mais pré-candidato besta. Agora é o dinheiro na conta antes de se tornar oficialmente candidato. Seguro morreu de velho, como diz o ditado popular.
Esse negócio de ir para um partido porque se identifica com a linha programática e etc e tal é coisa de priscas eras. Agora é grana do fundo eleitoral. É leilão de quem dá mais.
Essa nova maneira de cooptar os pré-candidatos faz lembrar o saudoso Sílvio Santos: Quem quer dinheiro? Quem quer dinheiro?
A dinheirama do fundo eleitoral, dinheiro dos cofres públicos, transformou os partidos em um balcão de negócio. E assim caminha a República Federativa do Brasil.

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