Quando dois grupos políticos ficam em silêncio em relação a um determinado escândalo é porque estão envolvidos. Um não pode falar do outro.
A sabedoria popular costuma dizer que ambos têm rabo-de-palha ou, se o caro, ilustre e atento leitor preferir, telhado de vidro. O melhor conselho passa a ser o de guardar as pedras.
A Polícia Federal, pela Operação Overclean, encontrou mais de R$ 3 milhões na residência de Marcel José Carvalho, ex-prefeito de Paratinga (BA), filiado ao PT, que foi nomeado para Casa Civil do governo Jerônimo Rodrigues. E lá continua como se não houvesse nada.
A oposição, liderada por ACM Neto, ex-gestor de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, não diz nada. Ensaiou uma cobrança, depois recuou.
O silêncio do oposicionismo e do governismo decorre dos dois ditados populares citados no segundo parágrafo: o de rabo-de-palha e telhado de vidro.
A Operação Overclean também chegou na Prefeitura de Salvador. O chefe do Palácio Thomé de Souza é Bruno Reis, cria política de ACM Neto, reeleito pelo União Brasil.
O cruzar dos braços das lideranças dos dois grupos políticos é uma espécie de pacto, cujo objetivo é fazer com que os fatos investigados pela Polícia Federal sejam esquecidos mais rapidamente pelos eleitores.
Oposicionistas e govenistas são adversários na política, mas parceiros na impunidade e no pacto de silêncio.

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