Quando a Coluna Wense levantou a hipótese de que à candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição) poderia sofrer um revés, o complexo de vira-lata veio logo à tona.
Uma parcela significativa do eleitorado acha que somente os sites de Salvador são confiáveis. Notícias, informações e comentários, mais especificamente no campo da política, só têm credibilidade quando vem lá da capital.
Os petistas começaram a dizer que minha intenção era tumultuar, já que a postulação do chefe do Palácio de Ondina a um segundo mandato era irreversível.
Venho falando desse plano B do lulopetismo da Boa Terra há um bom tempo. Veja, caro e atento leitor, o mais recente comentário de 7 de janeiro de 2026.
"Uma majoritária encabeçada por Rui Costa, disputando o governo da Bahia, com Wagner e Coronel ocupando as duas vagas para o Senado, é considerada imbatível, até mesmo pelo netismo".
Agora, somente agora, os sites soteropolitanos começam a falar sobre o plano B, que o ministro Rui Costa pode encabeçar a majoritária.
Disse também na modesta Coluna Wense que o imbróglio na composição da majoritária seria resolvido pelo presidente Lula. E mais: que Gilberto Kassab, comandante nacional do PSD, vai cobrar do petista-mor uma posição em relação a chapa puro-sangue.
A verdade é que não existe nenhuma pré-candidatura que seja imune a uma reviravolta.
A candidatura de Jerônimo Rodrigues está condicionada a uma melhora nas intenções de voto e uma avaliação na rejeição. Se não houver essa melhora, a substituição de Jerônimo por Rui Costa é dada como favas contadas.

A candidatura de Rui Costa enterra o favoritismo de ACM Neto. Se o ministro colocar uma boa frente, a hipótese do ex-prefeito de Salvador procurar outro caminho político não pode ser literalmente descartada.
Que o complexo de vira-lata seja sucumbido.

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