O filósofo francês Jean-Paul Sartre, um dos principais pensadores do século XX, e o músico Jota Quest inspiraram a modesta Coluna Wense de hoje.
Quest com sua música "Fácil", com o refrão "Fácil, extremamente fácil", mandando o recado de que as pessoas podem dar as mãos e cantar juntos. A mensagem é de otimismo em relação a um mundo cada vez mais conturbado e desumano.
Sartre, que foi também um militante político, já dizia que o mundo, obviamente da sua época, era "absolutamente intolerável". Fico a imaginar se o escritor francês estivesse vivendo o mundo de hoje.
O mundo da política, que costumo dizer que é movediço, cruel e traiçoeiro, é extremamente difícil e absolutamente intolerável, horrendo e infernal.
A boa política, com P maiúsculo, sucumbiu. Vivemos o extremamente ridículo, o vergonhoso. A injusta expressão de que "todo político é ladrão" é dita no dia a dia. Injusta, sim. Temos políticos honrados, infelizmente poucos.
Jean-Paul Sartre dizia que "o homem nada é além do que ele se faz". Transportando para a política, o político nada é além da sua atuação como homem público, digno do mandato que o eleitor lhe concedeu.
Os bons políticos merecem respeito, independente do campo ideológico, se de esquerda, direita, centro e seus viés. Os "homens públicos", com as merecidas aspas, são figuras putrefatas.

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