A sucessão do reeleito prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), só vai ser discutida, de maneira mais intensa, no início do ano eleitoral de 2028.
"Lá vem Marco Wense com suas conjecturas", vão dizer alguns leitores assim que passar os olhos no título do comentário de hoje.
Quando o assunto é o pleito de 2028, três nomes ligados ao chefe do Executivo são citados: Josué Brandão Júnior (PV), Manoel Porfírio (PT) e Zé Alberto (PSB).
Josué Brandão, mais conhecido como Júnior Brandão, é o vice-prefeito. Como todo vice sonha em ser prefeito, seu nome é sempre lembrado.
A votação de Manoel Porfírio para o Parlamento municipal, com quase 3500 votos, depois eleito presidente da Câmara de Vereadores, lhe credencia a disputar a sucessão de Augusto Castro, que por força da legislação eleitoral está impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, a uma re-reeleição.
O também edil Zé Alberto, que já foi candidato à Assembleia Legislativa do Estado (ALBA) com o apoio de Augusto, é outro provável pré-candidato ao cobiçado comando do centro administrativo Firmino Alves.
É evidente que Júnior, Porfírio e Zé Alberto vão dizer a mesma coisa quando questionados sobre o assunto, que é muito cedo para falar de 2028, que o foco é ajudar Augusto a fazer um bom segundo mandato.
Salta aos olhos que o prefeito Augusto Castro, ao ser indagado sobre os três postulantes, vai na mesma linha, que não é o momento de falar sobre sucessão, mas que são três boas opções.
Augusto não vai cometer a ingenuidade política de tornar pública sua preferência, que pode ser um nome fora desse trio. Seria uma burrice política criar um desnecessário atrito com quem preside a Casa Legislativa, com seu vice e um edil que lhe é fiel.
Concluo dizendo mais uma vez que a especulação é inerente ao jornalismo político, desde que dentro de uma certa lógica, sem nenhuma irresponsável invencionice.
Cito sempre como exemplo de uma imperdoável e ridícula especulação, a que o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), pode ser o candidato de Augusto Castro no pleito de 2028.
No mais, não esquecer que Manoel Porfírio foi um dos responsáveis, com o aval do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro Rui Costa, pelo não lançamento de candidatura própria do PT na eleição de 2024. Diria que Porfírio foi o protagonista-mor.

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