Uma das bandeiras da direita é a privatização. Para os mais extremistas não há exceções. E aí entra Banco do Brasil, CEF e outras empresas estatais.
Ser contra a privatização é ser "comunista". O besteirol vale também para quem não vai votar no presidenciável Flávio Bolsonaro, o número 1 de Jair Messias Bolsonaro.
E qual a posição da modesta Coluna Wense sobre a privatização? Perguntaria o caro e atento leitor.
Depois de urgentes e imprescindíveis mudanças, empresas estatais que continuam dando prejuízos e não prestam um bom serviço para a população, devem ser privatizadas. O mesmo vale para as municipais.
Diria até que privatizar a honrada instituição Banco do Brasil, o nosso BB, é um crime de lesa-pátria, de "leso-patriotismo".
O processo de privatização deve ser cercado por várias exigências, sob pena de severas multas, punições e outras medidas duras. O acordado tem que ser cumprido, Pacta sunt servanda.
O exemplo mais recente de uma desastrosa privatização vem do governo de São Paulo, que tem como chefe do Palácio dos Bandeirantes o ex-presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A Sabesp, empresa de Água e Saneamento do Estado de São Paulo, foi entregue por R$14,7 bilhões: 15% das ações adquiridas pela Equatorial Participações e Investimentos. O restante por pessoas físicas, jurídicas e funcionários.
Resultado: alta nas reclamações de 70%, provocando à abertura de CPIs contra a Sabesp.
Aumento abusivos nas contas, cortes no fornecimento de água e demora no atendimento são problemas do dia a dia dos consumidores.
A condução da privatização da Sabesp foi feita de maneira atabalhoada e irresponsável pelo governador Tarcísio de Freitas.
Por exercer uma função pública, o bolsonarista Tarcísio de Freitas deveria ter mais cuidado com suas decisões.

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