A odienta polarização lulismo versus bolsonarismo vem criando uma avalanche de cinismo sem precedente na história da República do Brasil.
A disputa gira em torno de quem é o protagonista-mor do cinismo, se a esquerda ou direita. No frigir dos ovos, nesse quesito, é como se fossem farinhas do mesmo saco ou bananas do mesmo cacho.
A hipocrisia e o fingimento saltam aos olhos. Só os incautos e ingênuos não percebem. Essa ingenuidade reforça à afirmação de que a política não é para amadores.
Em razão da reunião de Donald Trump com Luiz Inácio Lula da Silva, os bolsonaristas estão dizendo que o chefe do Palácio do Planalto, que busca o quarto mandato, vai "entregar as terras raras".
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o maior defensor da abertura das reservas brasileiras de terras raras para os Estados Unidos é Eduardo Bolsonaro, o número 3 do ex-presidente Jair Bolsonaro e enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Engraçado também é o bolsonarismo falar em entreguismo e soberania. Esquece que Bolsonaro, o "mito" da direita brasileira, bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos.
Quanto ao pega-pega de quem é mais caradura, se a esquerda lulista ou a direita bolsonarista, só se existisse um aparelho para medir.
E que nome teria esse aparelho? Perguntaria o caro e atento leitor. Poderia se chamar "cinômetro". Fica a sugestão.
PS - Os políticos, deixando de fora as pouquíssimas e honrosas exceções, têm várias caras. "É a arte de pedir votos aos pobres, pedir recursos financeiros aos ricos e mentir para ambos", dizia o saudoso empresário Antônio Ermírio.

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