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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Política Geral

Líderes da base de Lula no Congresso faltarão a evento do 8 de janeiro

A maioria dos líderes da Câmara da base do presidente também não deverá comparecer ao evento na segunda.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Líderes da base de Lula no Congresso faltarão a evento do 8 de janeiro
Wilton Junior/Estadão
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Líderes dos partidos que compõem a base aliada do presidente Lula (PT) no Congresso Nacional não estarão presentes em Brasília na segunda-feira (8), o que resultará na ausência de figuras importantes no evento que marca o primeiro aniversário dos ataques golpistas contra as sedes dos Três Poderes.

Denominado "Democracia Inabalada", o evento está programado para acontecer no Salão Negro do Congresso e deverá contar com aproximadamente 500 convidados, incluindo autoridades e representantes da sociedade civil.

Apesar do engajamento pessoal do presidente Lula, que convidou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e convocou todos os seus 38 ministros durante uma reunião ministerial no mês passado, líderes influentes das duas Casas já informaram que não participarão do evento. Um deles justificou à imprensa que, por se tratar de um ano eleitoral, optaram por passar mais tempo com a família, considerando os meses de "muito trabalho pela frente".

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No Senado, o líder do PDT, Cid Gomes (CE), estará ausente devido às férias no exterior. Já Efraim Filho (PB), líder da União Brasil - partido do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) - afirmou que estará envolvido em compromissos externos em sua base, sem detalhar a agenda no estado.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), também não participará, pois sua assessoria informou que ele já tinha uma viagem programada com familiares durante o mesmo período das férias escolares e do evento.

Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente do Congresso e líder da maioria, mencionou motivos de saúde, com sua assessoria de imprensa explicando que ele possui restrição de viagem aérea devido a uma cirurgia para descolamento de retina realizada no final do ano passado.

A presença do líder do PT, senador Fabiano Contarato (ES), ainda é incerta, pois sua assessoria afirmou que o petista "ainda não confirmou" a participação.

A maioria dos líderes da Câmara da base do presidente também não deverá comparecer ao evento na segunda-feira, estando em período de férias e muitos deles viajando para o exterior.

Até a última sexta-feira (5), as presenças confirmadas eram dos líderes do PSB, Gervásio Maia (PB); do PT, Zeca Dirceu (PR); do PSD, Antonio Brito (BA); e do MDB, Isnaldo Bulhões Jr. (AL). Brito e Isnaldo são considerados como possíveis sucessores de Lira no comando da Casa a partir de 2025.

Diversos outros líderes partidários, como José Guimarães (PT-CE), Gleisi Hoffmann (PR), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Jandira Feghali (PC do B-RJ), André Figueiredo (PDT-CE), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Dr. Luizinho (PP-RJ) e Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), também não estarão presentes. O líder do Avante, Luis Tibé (MG), ainda não havia confirmado até a sexta-feira, mas deve comparecer.

A reportagem buscou informações junto às lideranças do Republicanos e do Patriota na Câmara, sem obter retorno. A assessoria do líder do PSD, senador Otto Alencar (BA), também foi contatada, mas informou não ter conseguido contato com o parlamentar.

No primeiro ano de mandato, Lula enfrentou uma relação instável com o Congresso, especialmente com a Câmara dos Deputados. Eleito com uma base de esquerda que ocupou apenas um quarto das cadeiras na Câmara, o presidente distribuiu 11 ministérios para União Brasil, MDB, PSD, PP e Republicanos, mas isso não assegurou estabilidade no Congresso.

Trinta senadores de oposição divulgaram uma carta conjunta com críticas severas ao evento organizado por Lula e aos inquéritos relatados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. No texto, o grupo condena o ataque de 8 de janeiro, mas aponta falhas do governo Lula e uma suposta "perseguição a todo custo aos que pensam diferente". A carta conta com assinaturas de figuras como Tereza Cristina (PP-MS), Damares Alves (Republicanos-DF) e Sergio Moro (União Brasil-PR).

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), destaca que a verdadeira defesa da democracia requer ações concretas, não simbolismos vazios e contraditórios. Ele critica a omissão do governo Lula naquela data e alega parcialidade nas investigações, defendendo a necessidade urgente de um compromisso real com os princípios democráticos e o restabelecimento da normalidade democrática.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comparecerão ao evento e estão previstos para discursar. Pacheco, que originalmente passaria férias nos Estados Unidos, cancelou seus planos diante da mobilização pessoal de Lula. O senador Jorge Kajuru (GO), líder do PSB e colega de partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou que interrompeu suas férias e adiou uma viagem programada para estar presente na cerimônia em defesa da democracia. Para Kajuru, todo brasileiro de bem deve apoiar a causa.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, expressou sua recusa em participar do evento, alegando que não representa o verdadeiro espírito republicano, livre de viés ideológico. Mourão afirmou que se recusa a participar de um evento organizado por grupos que deturpam a imagem daqueles que não seguem sua ideologia e enfatizou que a defesa da democracia é responsabilidade de todos os brasileiros, sem nada a comemorar na festa do nada.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Thaísa Oliveira e Victoria Azevedo / Folhapress
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