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Sábado, 25 de Julho 2026
Política

SUCESSÃO PRESIDENCIAL, CLÃ BOLSONARO E O LULOPETISMO

Coluna Wense, 3 de agosto de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
SUCESSÃO PRESIDENCIAL, CLÃ BOLSONARO E O LULOPETISMO
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Começar logo dizendo que o óbvio ululante é afirmar que Tarcísio de Freitas é o único presidenciável da direita que pode evitar o quarto mandato de Lula.

Em todas as pesquisas de intenções de voto o governador de São Paulo, do Republicanos, aparece como o principal adversário da reeleição do petista-mor.  

Da família Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é quem aparece melhor posicionada nas enquetes, na frente do deputado fantasma Eduardo Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. Todos do PL. 

O entrave que atormenta o bolsonarismo que quer Michelle disputando o pleito de 2026 é o começo dos debates, o frente a frente com os adversários. A unânime opinião é que a ex-primeira-dama não está preparada. Em um eventual segundo turno, o tête-à-tête seria mortal. 

Os filhos do ex-morador do Alvorada não têm o mínimo de apoio dos colegas do Congresso Nacional, principalmente o que mora nos Estados Unidos, que se considera "pai do tarifaço". Seu "patriotismo" é de mentirinha. Só engana os bolsonaristas incautos. 

Venho dizendo que uma declaração pública do ex-presidente Bolsonaro de apoio a Tarcísio está condicionada a duas exigências, obviamente se eleito: 1) trabalhar pela aprovação da anistia pelo Congresso Nacional, o que pode tornar Bolsonaro elegível. 2) o compromisso de não disputar o segundo mandato consecutivo (reeleição). A primeira condição já foi aceita. O tarcisismo não quer nem ouvir falar da outra exigência. 

Quanto ao governismo, o chefe do Palácio do Planalto, morador mais ilustre do Alvorada, só não será candidato em decorrência da sua saúde. Do contrário, candidatíssimo. 

E se o estado de saúde de Lula não permitir que dispute o quarto mandato? Será uma boa oportunidade de enterrar o corporativismo soberbo do PT, que adora ser apoiado e detesta apoiar. 

E quem seria o presidenciável do lulopetismo de outra legenda? Perguntaria o caro e atento leitor. A resposta é Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República e três vezes governador de São Paulo, o que provocaria um "duelo" entre dois ex-chefes do Palácio dos Bandeirantes: Alckmin versus Tarcísio. 

Última pesquisa do Datafolha diz que em um impedimento de Lula, já há um empate técnico entre o petista Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Akckmin: 29% querem Haddad contra 26% que preferem Alckmin. O detalhe é que o vice-presidente da República subiu de 18% para 26%. Haddad caiu de 37% para 29%. 

Concluo dizendo que a campanha presidencial de 2026 vai provocar uma dúvida em relação aos que vão votar vestido de verde e amarelo. Pode ser um bolsonarista ou um petista defensor da soberania, que o Brasil não pode ficar à reboque de forças estrangeiras. 

O engraçado é que o bordão "Brasil acima de tudo" já pode ser usado pelo antibolsonarismo. O bolsonarismo substitui o Brasil pelos EUA. Agora são os EUA acima de tudo: Make America Great Again.

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