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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
Política

A "FACADA" DE FACHIN E A "MARTELADA" DE DINO

Coluna Wense, 11 de setembro de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
A
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Os desdobramentos das investigações sobre o caso Master, mais especificamente em relação ao "Dark Horse", passam a ser a grande preocupação do bolsonarismo.

A decisão de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de derrubar o sigilo dos envolvidos no escândalo Master, vai provocar um estrago na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). 

Na esteira das investigações, crimes como desvio de licitação e lavagem de dinheiro público para a produção do filme sobre Jair Messias Bolsonaro. Há fortes suspeitas da existência de uma organização criminosa. 

O total da dinheirama chega a R$ 134 milhões, incluindo aí o que foi acertado entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro quando na visita na residência do ex-banqueiro, que já usava tornozeleira eletrônica. O número 1 alegou que foi cobrar um acordo não cumprido, um dinheiro para o "Dark Horse".

O que chama mais atenção nesse emaranhado de denúncias é o inominável cinismo do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. Quando questionado sobre o escândalo, diz que é "página virada" e que o dinheiro para a produção do filme é "privado". 

Dizer que o dinheiro é privado é mais um *ESCÂNDALO* com todas as letras maiúsculas. A dinheirama veio do fundo dos aposentados do Estado do Rio de Janeiro e de emendas parlamentares. 

Que coisa, hein! Emendas parlamentares, via Pix, dinheiro dos cofres públicos que deveria ir para a saúde, educação, etc, etc, sendo desviado para o "Dark Horse", uma iniciativa particular. 

Ora, ora, página virada com dinheiro público sem prestação de contas é um acinte, um deboche com a Alta Corte, Ministério Público e a Polícia Federal, três honrosas e imprescindíveis instituições para a consolidação do Estado Democrático de Direito. 

Outra declaração hilariante de Flávio Bolsonaro, com seu inerente e encrustado cinismo, foi a de que o ministro Flávio Dino tenta "interferência política" com ação da Polícia Federal. 

O número 1 pensa a mesma coisa em relação ao ministro André Mendonça, o terrivelmente evangélico? Mendonça destituiu o diretor-geral da PF, sem falar no sigilo, guardado a sete chaves, dos envolvidos no escândalo Master e nos vazamentos seletivos. 

A comprovação de que dinheiro público está pagando as despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, o número 3 de Jair Messias Bolsonaro, vai provocar o maior inferno astral na campanha do primogênito. 

Uma queda nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro, com um aumento na rejeição, já é dada como favas contadas. Matematicamente falando, 2+2=4. 

O desaconselhável "já ganhou" desmoronou com a "facada" de Edson Fachin e a "martelada" de Flávio Dino.

O que o povo brasileiro espera, o cidadão e a cidadã, o eleitor-contribuinte, é que a vassourada seja bem feita. Há muito lixo. 

PS (1) - A Polícia Federal investiga se alguns milhões de dólares teve como destino um fundo sediado nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto, amigo e advogado de Eduardo Bolsonaro. 

PS (2) - Parte da dinheirama para financiar a cinebiografia do ex-morador do Alvorada, batizada de "Dark Horse", foi acertada com Flávio Bolsonaro.

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Hélio Ricardo

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