O deputado federal Márcio Marinho, presidente do Republicanos da Bahia, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), ficou irritado com o disse-me-disse que a entrada de novas lideranças políticas na legenda causaria disputas internas.

O Republicanos passa a ser o abrigo partidário do senador Angelo Coronel e do também deputado federal Leo Prates, respectivamente ex-PSD do compadre Otto Alencar e ex-PDT de Félix Mendonça Júnior.
Segundo Márcio Marinho, não houve qualquer tipo de "pressão" ou "embate político" com as novas filiações. Só faltou usar o jargão de que "tudo não passa de mais uma intriga da oposição".
No entanto, a impressão que ficou com a declaração do parlamentar, que também é bispo, é de que houve algum problema, pelo menos nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus.
Veja abaixo, caro e atento leitor, ipsis litteris, o que disse o dirigente-mor do Republicanos da Boa Terra, a de todos os santos e orixás, de um invejável sincretismo religioso.
"Das pessoas que entraram não teve pressão nenhuma. Até porque quando chegam têm que pedir licença, não podem chegar mandando na casa. Até o dia de hoje quem manda sou eu".
Esse "quem manda sou eu" pode ser interpretado como um duro e incisivo recado para os novos filiados. A sabedoria popular diria que tem "pulga atrás da orelha" do bispo Marinho.
"Não podem chegar mandando". Marinho está se referindo a alguém ou é só um aviso para reforçar sua autoridade como dirigente do Republicanos?

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