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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026
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Fim da escala 6x1 PEC 221/2019: Lista de deputados baianos que apoiam transição até 2036

A economia do tempo: O que muda com a emenda que empurra a redução da jornada para a próxima década.

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Por Mandato Bahia
Fim da escala 6x1 PEC 221/2019: Lista de deputados baianos que apoiam transição até 2036
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A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal ganhou um novo e polêmico ingrediente no Congresso Nacional neste mês de maio de 2026. A articulação de setores mais conservadores e ligados ao empresariado resultou na coleta de 171 assinaturas para uma emenda à PEC 221/2019, propondo uma regra de transição de dez anos antes que qualquer alteração passe a vigorar plenamente. Na prática, se o texto avançar, a prometida reformulação trabalhista poderá ser empurrada para 2036.

A emenda, de autoria do deputado Tião Medeiros (PP-PR), mexeu diretamente com o tabuleiro político da Bahia. Inicialmente, nove deputados federais baianos carimbaram o apoio ao texto, colocando-se na linha de frente do debate que contrapõe a flexibilização trabalhista à sustentabilidade econômica das empresas.

A Bancada Baiana no Centro dos Refletores

O apoio à emenda concentrou-se em parlamentares de partidos de centro, centro-direita e direita (União Brasil, PL, PP e Republicanos). Contudo, o tema demonstra ser altamente sensível à opinião pública, provocando recuos estratégicos em tempo recorde.

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Tabela: Deputados da Bahia que Assinaram a Emenda de Transição

Deputado(a) Partido Posicionamento Atual / Status
Capitão Alden PL Mantém o apoio à transição de 10 anos.
Arthur Oliveira Maia União Mantém o apoio (foco na segurança jurídica empresarial).
José Rocha União Mantém o apoio à proposta.
Roberta Roma PL Mantém o apoio à proposta do PP-PR.
João Carlos Bacelar PL Mantém o apoio à emenda.
Diego Coronel Republicanos Mantém o apoio à transição.
Paulo Azi União Mantém o apoio à proposta.
Claudio Cajado PP Mantém o apoio (membro do partido do autor da emenda).
Rogéria Santos Republicanos Recuou. Protocolou o requerimento nº 2940/2026 para retirar a assinatura.

O Recuo Estratégico de Rogéria Santos

A deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) optou por se descolar do grupo original. Por meio do requerimento nº 2940/2026, a parlamentar solicitou formalmente a retirada de sua assinatura da Emenda nº 02. Em nota oficial, a deputada justificou a mudança de postura "em razão de melhor análise do mérito da proposição", indicando que a pressão das bases trabalhistas pesou na balança.

O que Diz a Proposta de Adiar a Regra até 2036?

A emenda apresentada por Tião Medeiros (PP-PR) funciona como um "amortecedor" para o mercado produtivo. Os defensores do adiamento argumentam que setores de comércio, serviços e indústrias essenciais sofreriam um colapso de custos caso a jornada fosse reduzida de forma abrupta.

Os pilares da Emenda nº 02:

  • Garantia de 44 horas: Mantém a possibilidade de jornadas de até 44 horas semanais para atividades consideradas essenciais (que seriam tipificadas posteriormente por lei complementar).

  • Vácuo Decenal: Estabelece um prazo de até 10 anos de transição para que as empresas adaptem seus quadros e folhas de pagamento.

  • Dependência de Regulamentação: Mesmo após a promulgação da PEC, os novos formatos de jornada dependeriam de novos pacotes de leis infraconstitucionais.

O texto original da PEC 221/2019, relatado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê um teto de 36 horas semanais. A este texto foi apensado o projeto da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defende abertamente a semana de quatro dias (escala 4x3), modelo testado com sucesso relativo em experimentos internacionais.

O Relógio de 2026 e o Relator Baiano

O destino da matéria está nas mãos de uma comissão especial que vive dias de intensa articulação. O colegiado é presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), mas tem como figura central de articulação o relator Leo Prates (Republicanos-BA).

Cabe a Prates a difícil missão de produzir um relatório que equilibre o anseio popular e sindical pelo fim da escala 6×1 com a forte resistência fiscal e patronal espelhada nas 171 assinaturas da emenda de adiamento. O cronograma oficial da Câmara dos Deputados prevê pressa: a leitura do relatório, a votação na comissão especial e o envio para o plenário da Casa estão programados para acontecer ainda neste mês de maio de 2026.

Cenário Nacional: Quem são os 171 do "Adia"?

A lista dos signatários da emenda revela a força das frentes Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Empreendedorismo (FPE). Entre os nomes de peso nacional que endossam o adiamento até 2036, figuram parlamentares de forte recall midiático, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Eduardo Bolsonaro (representado no bloco de assinaturas do PL), Ricardo Salles (Novo-SP), Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO) e o presidente do MDB, Baleia Rossi (MDB-SP).

A inclusão de dez anos de carência transforma a PEC 221/2019 em um autêntico cabo de guerra de comunicação: para a oposição conservadora, trata-se de evitar o desemprego em massa e a inflação de serviços; para o governo e a esquerda, trata-se de uma manobra para esvaziar o ganho social e "engavetar" a proposta por uma década.

 

 

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