A impunidade está "rindo para as paredes", vivendo o apogeu da alegria, o ápice da autorrealização, o momento de maior felicidade.
A impunidade debocha de todos e de tudo, mais especificamente da Carta Magna, dando um chega pra lá no preceito constitucional de que "todos são iguais perante a lei".
O sucesso da impunidade faz lembrar o saudoso jornalista e escritor Fernando Sabino: "Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica".
A impunidade vibra com a não instalação da CPI do Banco Master e os entraves para a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que pode levar muita gente a ver o sol nascer quadrado.
Em relação à Comissão Parlamentar de Inquérito, seja ela mista ou não, o que chama atenção é o gigantesco cinismo, não só da chamada direita como da rotulada esquerda.
Dando nome aos "bois", a direita bolsonarista e a esquerda lulista, com seus respectivos "mitos", o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e o atual Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pura e cristalina verdade é que ninguém quer a CPI do Banco Master. O lamaçal atinge a todos. O cheiro do escândalo é mais fétido do que aquilo que o gato esconde na areia.
O exemplo-mor do cinismo é protagonizado pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), o número 1 do ex-morador do Alvorada, condenado por tentativa de golpe de Estado.
O enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anda dizendo que quer a instalação da CPI do Banco Master. Uma deslavada mentira. Deixou de assinar três pedidos.
Concluo dizendo que surgiu mais um "ismo" na política da República Federativa do Brasil, que passa a fazer companhia ao bolsonarismo e lulismo: o pinoquismo.

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