Das duas, uma: ou o presidente Lula tem alguma informação ou está sendo inconsequente e irresponsável. Falo da declaração do petista-mor de que teme uma investida de Donald Trump contra a Amazônia.
"Depois que o Trump disse que a Groelândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem afirma que ele não vai dizer que a Amazônia é dele?", disse o chefe do Palácio do Planalto, morador mais ilustre do Alvorada.
Não quero acreditar que a declaração do presidente Lula seja uma orientação dos marqueteiros da reeleição, assentado no fato de que a defesa da soberania é um bom "cabo eleitoral".
Lula foi sincero quando disse que "o país precisa reforçar a segurança nas fronteiras". Usando uma linguagem popular, é o mesmo que declarar que a segurança está entregue às moscas.
A provocação ocorre em um momento inoportuno, quando o governo Trump estuda a possibilidade de diminuir o valor da taxação sobre alguns os produtos brasileiros, uma das pautas do encontro entre Lula e Trump.
Desse jeito, a tão propalada "química", que deixou o bolsonarismo tiririca da vida, vai deixar de existir, o que não é bom para os dois países.
O projeto do quarto mandato, via instituto da reeleição, não pode sobrepor à importância de um bom relacionamento político e econômico entre as duas nações.

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