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Política

A ESTRATÉGIA DA REELEIÇÃO DE LULA

Coluna Wense, 24 de maio de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
A ESTRATÉGIA DA REELEIÇÃO DE LULA
Ricardo Stuckert / PR e Beto Barata/ PL
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Lideranças do PT que estavam pessimistas com o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, via instituto da reeleição, se juntam agora com os otimistas. 

O bombástico áudio da conversa de Flávio Bolsonaro com o amigo Daniel Vorcaro foi o responsável pela debandada dos céticos em direção aos esperançosos. 

O chamado "Pacote de Bondades" ajudou a diminuir o ceticismo. Mas muito longe do esperado. As pesquisas continuavam apontando que o sonho da conquista do governo Lula 4 estava caminhando para um pesadelo. 

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Aí veio o tititi do número 1 com o dono do Banco Master. O grande estrago não foi a conversa em si. Mas o fato do senador Flávio ter jurado por todos os santos e orixás que nunca teve nenhum contato com o "honrado" Vorcaro. 

E o pior é que a conversa mostrou que Flávio tinha uma relação bem próxima com o ex-banqueiro. "Irmão, estou e estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz", disse o enteado de Michelle Bolsonaro no áudio. 

A caneta da reeleição do presidente Lula está cheia de tinta. Faz o uso dela sem medir as consequências. Lembrando ao caro e atento leitor que o então presidente Bolsonaro, que buscava o segundo mandato, fez a mesma coisa. Sem falar na trama golpista de 8 de janeiro de 2023. 

A estratégia da reeleição está bem arquitetada. Visa atingir setores específicos do eleitorado. Tudo por etapa. O "pacote de bondades" é direcionado para a população mais carente. 

Em relação aos trabalhadores tem a proposta do fim da escala 6x1, que conta com a aprovação de mais de 65% do povo brasileiro. O bolsonarismo, que é contra a diminuição da jornada de trabalho, prefere o silêncio. Ir de encontro a uma iniciativa popular em pleno período eleitoral é cometer "suicídio político".

E o segmento evangélico, que é a grande preocupação do lulopetismo? O presidente Lula passou a defender o fim das apostas virtuais. "Se depender da vontade do presidente da República, eu vou dizer durante a campanha: eu sou favorável a acabar com todas aquelas bets que não estão prestando nenhum serviço de utilidade a esse país", declarou o chefe do Palácio do Planalto.

Concluo dizendo o que venho falando há muito tempo, que o clã Bolsonaro, ficando de fora a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, vai se transformando em uma espécie de "cabo eleitoral" da reeleição de Lula.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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