Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República Federativa do Brasil, está sendo abandonado pelos correligionários, detentores ou não de mandato parlamentar.
"Rei morto, rei posto", diz o ditado popular. Esqueceram do "mito". A palavra que mais encaixa no comentário de hoje é ingratidão.
Levantamento do Estadão aponta uma redução de 74% no número de pedidos para visitar o líder da direita brasileira, que se encontra em prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, agindo fora das quatro linhas da Lei Maior, e outros crimes.
O Estadão, ao perguntar aos amigos de Bolsonaro como ele se encontra, três respostas foram as mais citadas: abandonado, mal cuidado e ruim. Sem dúvida, ingredientes de uma preocupante depressão.

A frieza das lideranças bolsonaristas com o representante-mor da direita brasileira vai terminar levando Bolsonaro a apoiar um dos seus filhos (ou ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro) na sucessão de Lula. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o único com chance de virar presidenciável.
Disse ontem, na modesta Coluna Wense, que Bolsonaro está prestes a deixar a confortável prisão domiciliar para cumprir o resto da pena na temida e apavorante Penitenciária da Papuda. Até agora nenhum movimento de rua.
Josias de Souza, irreverente jornalista da Uol Notícias, definiu muito bem o inferno astral do ex-morador do Palácio do Alvorada: "A trilha sonora do crepúsculo de Bolsonaro é o silêncio das ruas".

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