O presidente nacional do PSD, o pragmático Gilberto Kassab, considerado como o "bruxo" da política brasileira, liberou o partido na sucessão presidencial.
Na Bahia, por exemplo, o PSD, comandado pelo senador Otto Alencar, vai apoiar à reeleição de Lula, dando um chega pra lá em Ronaldo Caiado, pré-candidato da legenda.
Para Kassab, "a coligação nas eleições majoritárias é uma excrescência do sistema partidário brasileiro". Finaliza dizendo que "essas teses, muitas vezes, são para enganar a opinião pública".
No frigir dos ovos, Kassab manda o seguinte recado para Caiado: "Se vire para conquistar o apoio das lideranças do PSD". O instituto da fidelidade partidária é tratado com desdém. Em alguns casos jogado na lata do lixo.
Kassab, que é pré-candidato a vice de Ronaldo Caiado, declarou que o candidato a presidente "não precisa mais da campanha do candidato a governador". Justifica dizendo que "com as redes sociais, ele chega direto aos lugares".
Quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que venho dizendo que Kassab está mais preocupado com os fundos eleitoral e partidário do que com a eleição de governador.
Veja, caro e atento leitor, a Coluna Wense de 1 de julho de 2026, com o título "PSD DA BAHIA E A CANDIDATURA DE RONALDO CAIADO".
É por essas e outras que a opinião de que a política não é para amadores já é unânime, que não se pode dispensar o ensino maquiavélico de que os fins justificam os meios.
A nefasta consequência desse vale-tudo para conquistar o poder, é que os homens de bem vão se afastando da política como o diabo da cruz.
Concluo dizendo que a política com P maiúsculo vai sendo enterrada pelos que fazem dela um instrumento para o enriquecimento pelos cofres públicos.
A política vai ficando para os "diabinhos", os satanases, os corruptos de plantão e moralmente condenáveis. As figuras putrefatas.
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