Em entrevista ao programa Central de Política, da Interativa FM, apresentado por Neto Terra Branca, Rosemberg Pinto, líder do governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa, disse que está "desencantado" com Manoel Porfírio, presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna.
Os petistas Rosemberg e Porfírio foram os protagonistas da articulação que terminou barrando a pretensão do "companheiro" Geraldo Simões de disputar à sucessão municipal de 2024.
Porfírio e Rosemberg apoiaram Augusto Castro (PSD), que conquistou o segundo mandato consecutivo, quebrando o tabu da reeleição com uma surpreendente votação: 65.329 votos. O segundo colocado, deputado estadual Fabrício Pancadinha, que disputou o cobiçado comando do centro administrativo Firmino Alves pelo Solidariedade, obteve 29.620 sufrágios.
Como não existe almoço de graça na política, tudo é na base do toma lá, dá cá, a contrapartida pelo esforço que o deputado Rosemberg fez para impedir à candidatura de Geraldo Simões, seria o apoio de Augusto Castro à sua reeleição. Deu no que deu: a primeira-dama Andrea Castro vai disputar o Parlamento estadual.
Quanto a Manoel Porfírio, que é o secretário estadual do PT, a promessa de que seria o candidato de Augusto à presidência do Legislativo municipal foi cumprida. O edil já desistiu de ser prefeiturável com o apoio do alcaide.
"Após a eleição, fui tratado com deslealdade por Manoel Porfírio e pelo prefeito", declarou Rosemberg. Não se sabe se houve algum acerto entre o deputado e o edil. Se existiu, Rosemberg tomou duas rasteiras: a do prefeito Augusto Castro e do vereador Manoel Porfírio.
Outro lembrete é que as três principais lideranças do lulopetismo da Bahia - governador Jerônimo Rodrigues, senador Jaques Wagner e o então ministro Rui Costa - cruzaram os braços diante das manobras para impedir à candidatura do "companheiro" Geraldo Simões.
No frigir dos ovos, são dadas como favas contadas a eleição de Andrea Castro e a re-reeleição de Rosemberg Pinto. A expectativa fica por conta da votação em Itabuna.
"Não convidem para a mesma mesa", diria o saudoso radialista Roberto de Souza, se referindo a Rosemberg com Porfírio e Augusto Castro.
PS (1) - O deputado estadual Rosemberg Pinto é de uma incoerência que salta aos olhos, só não percebida pelos incautos. Diz, com toda razão, que Porfírio não podia ser presidente estadual do PT sendo "coordenador de uma candidatura de outro partido", obviamente se referindo a Andrea Castro.
PS (2) - Ora, ora, Rosemberg esquece que foi o articulador-mor da defenestração do "companheiro" Geraldo Simões, violando, escancaradamente, o instituto da fidelidade partidária, se transformando em cabo eleitoral de Augusto Castro (PSD). Que coisa, hein! O que faz lembrar o ditado popular de que "macaco não olha para o próprio rabo".

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