A convenção partidária do pré-candidato ACM Neto (União Brasil), o nome da oposição que pode evitar o segundo mandato do governador Jerônimo Rodrigues (PT), via instituto da reeleição, corre o risco de ter João Roma como a única liderança do PL.
O ex-ministro do então governo Bolsonaro, além de ser o presidente estadual do Partido Liberal, é postulante a uma vaga no Senado, tendo como companheiro Angelo Coronel, que vai disputar à reeleição pelo Republicanos.
O presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, o número 1 de Jair Messias Bolsonaro, se depender de ACM Neto, não será convidado para a convenção marcada para 22 de julho. A orientação é dos marqueteiros do ex-prefeito soteropolitano.
Não se sabe qual será a reação de João Roma diante dos obstáculos colocados pelo netismo para a vinda do primogênito do ex-morador do Alvorada, que se encontra em prisão domiciliar.
A presença de Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio, que é o enteado que a ex-primeira-dama não quer nem chegar perto, está literalmente descartada.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, está sendo investigado pela Polícia Federal sobre graves irregularidades em emendas parlamentares, cujo total chega a R$ 119,2 milhões.
Lembrando ao caro e atento leitor que Valdemar, que já foi condenado no escândalo do mensalão do PT, não tem mandato de parlamentar. É um, digamos, "agente oculto". Imagine se ele fosse um deputado ou senador.
Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, além de suspender a execução das emendas, decidiu pelo bloqueio dos bens de Valdemar no mesmo valor das emendas, R$ 119,2 milhões.
Valdemar nega qualquer irregularidade, dizendo que a decisão do ministro Flávio Dino de bloquear seus bens, parte de "premissas frágeis, interferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária".
Ora, ora, se tem falcatrua, desvio de dinheiro público e corrupção, a atividade política tem que ser criminalizada. Dura lex, sed lex, a lei é dura, mas é a lei. E ainda tem o preceito constitucional de que "todos são iguais perante a lei".
Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto são "personas non gratas" para o netismo. Usando uma linguagem popular, são "patinhos feios".
Ao ser questionado sobre as irregularidades nas emendas, Flávio Bolsonaro saiu em defesa de Valdemar, seu colega de legenda, chamando a operação da PF de "seletiva".
Que coisa, hein! O engraçado é que o número 1 elogiou a atuação da Polícia Federal no caso do envolvimento do senador Jaques Wagner (PT) com Daniel Vorcaro.
E assim caminha a República Federativa do Brasil.

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