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Sábado, 07 de Novembro 2026
Política

OS CAMINHOS DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL 

Coluns \Wense, 19 de junho de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
OS CAMINHOS DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL 
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O escândalo do INSS, desviando dinheiro dos aposentados e pensionistas, que começou no então governo Bolsonaro, evoluindo na gestão Lula 3, será explorado pelo presidenciável que vai protagonizar o antilulismo e antibolsonarismo. 

Enfrentar a enraizada polarização, que parece não ter fim, é missão complicada. De um lado, Luiz Inácio Lula da Silva que vai disputar o quarto mandato, via instituto da reeleição. Do outro, em decorrência da inelegibilidade de Jair Messias Bolsonaro, um candidato que terá o apoio do bolsonarismo e, obviamente, do líder-mor. 

O que traz alguma esperança para a chamada "terceira via" é a alta rejeição aos dois "mitos" e o desejo de uma parcela significativa do eleitorado de mudança, de um chega pra lá na polarização. 

Outro ponto que tende a oxigenar a campanha do presidenciável que vai encarnar o antilulismo e antibolsonarismo, diz respeito as várias denúncias envolvendo os governos Lula e Bolsonaro. As duas correntes políticas vão se nivelar por baixo. 

A queda na popularidade do presidente Lula é a grande preocupação do PT. Todo cuidado é pouco para que um novo escândalo não venha acontecer, sob pena da reeleição ser soterrada com 13 palmos de terra de cor avermelhada. 

Nos bastidores do lulopetismo, longe dos holofotes e do povão de Deus, a unânime opinião é de que um entendimento na oposição, principalmente entre os governadores-presidenciáveis que formam o rotulado "Grupo dos 5", seria o maior obstáculo para a permanência de Lula no Palácio do Planalto. 

O "Grupo dos 5", expressão criada pela modesta Coluna Wense, é composto pelos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS). 

Todos os partidos dos chefes do Executivo estadual, pré-candidatos ao pleito presidencial de 2026, não estarão no palanque da reeleição de Lula. Os que têm ministros, como PSD, União Brasil e Republicanos, só esperam o momento certo para dizer um NÃO com todas as letras maiúsculas para o quarto mandato do presidente da República de plantão. Vão usufruir das benesses do poder até o último minuto, o prazo limite para deixar o governo em decorrência das convenções partidárias. 

O caro e atento leitor faria a seguinte pergunta: Por que o presidente Lula continua com esses partidos na Esplanada dos Ministérios sabendo que não vão apoiar sua reeleição? A resposta é bem simples, não precisa de arrodeios: o governo Lula está politicamente fraco, não tem força para peitar o oportunismo, o cinismo e a tapeação. É um governo refém do centrão, do toma lá, dá cá. 

No frigir dos ovos, Lula só vai contar com o apoio de três legendas de expressão nacional: PSB, PCdoB e o PSOL. O PV e PDT são incógnitas. Essa indecisão do PDT é o principal motivo que vai levar Ciro Gomes a procurar outro abrigo partidário. 

Em relação ao campo da direita, já há um consenso sobre duas coisas, dadas como favas contadas: 1) que a indicação do vice do candidato que vai representar esse segmento ideológico caberá a Bolsonaro. 2) que o apoio do bolsonarismo será condicionado a uma promessa de derrubar a inelegibilidade de Bolsonaro. 

No mais, é esperar a proximidade da eleição para uma análise mais consistente e menos especulativa. Lembrando que o especular, desde que dentro de uma certa lógica, sem nenhuma irresponsável invencionice, é inerente ao jornalismo político. 

Depois que as águas de março fecharem o verão de 2026, o cenário político ficará mais transparente.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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