Hoje tem manifestação do bolsonarismo na Avenida Paulista contra o julgamento de Jair Messias Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
A prisão do líder-mor da direita, um dos réus na tentativa de golpe de Estado, é só uma questão de tempo. O governador de São Paulo e presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos) já confirmou a presença.
O que vem chamando à atenção é que o chefe do Palácio dos Bandeirantes, sem dúvida o governador pré-candidato que faz mais cafuné no ex-morador do Alvorada, não quer ser rotulado de golpista.
Ora, ora, a preocupação de Tarcísio é a prova inconteste de que ele acha, quando conversa com seus próprios botões, que Bolsonaro teve participação na trama golpista do fatídico 8 de janeiro de 2023.
O ditado popular que mais se encaixa nesse receio de Tarcísio é o "diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és".
Fica parecendo que Tarcísio só quer Bolsonaro como "cabo eleitoral", quer distância das ideias e intenções do padrinho político da sua candidatura ao cargo mais cobiçado da República Federativa do Brasil.
Os filhos de Bolsonaro, mais especificamente Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado morando nos Estados Unidos, não confiam em Tarcísio. Trabalham nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, para minar a legítima pretensão do gestor do maior colégio eleitoral do País de disputar o pleito presidencial de 2026.
Quando o assunto é o apoio de Bolsonaro a Tarcísio de Freitas, os filhos 1,2,3 e 4 ficam com os olhos arregalados como os da coruja.