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Política

LEO PRATES, PDT E O REPUBLICANOS

Coluna Wense, 31 de outubro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
LEO PRATES, PDT E O REPUBLICANOS
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A prioridade do comando nacional dos partidos nas eleições de 2026 são os fundos partidário e eleitoral, a dinheirama dos cofres públicos para bancar a campanha dos candidatos, principalmente à Câmara dos Deputados. 

Está enraizado no processo político brasileiro que só se elege "se tiver dinheiro", muito dinheiro. As exceções existem, mas são pouquíssimas, um percentual bem baixo. Se não tiver o faz-me rir, "adeus colina", como diz o ditado popular.

Os recursos do chamado "fundão" são repassados aos diretórios nacionais das legendas de acordo com o número de parlamentares eleitos, observando os critérios estabelecidos pela Lei 9.504/97.

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De olho nessa dinheirama, muitas vezes direcionada para os interesses dos dirigentes partidários, sem nenhuma prestação de contas, as executivas dos partidos tendem a liberar os candidatos para que caminhem de acordo com o que achar melhor, mais especificamente os postulantes à reeleição.

Vamos citar o exemplo do deputado federal Leo Prates. O parlamentar foi eleito pelo PDT, que hoje é aliado do lulopetismo da Bahia depois de passar um bom tempo na oposição, na base política do netismo.

Prates é ligado a ACM Neto, seu amigo de infância. Tem também um bom relacionamento político com Bruno Reis, prefeito de Salvador. Ambos filiados ao União Brasil. Neto é o vice-presidente nacional da sigla e pré-candidato a governador na sucessão de 2026. 

O sucesso eleitoral de Leo Prates, conseguindo o segundo mandato, interessa ao PDT. A votação do parlamentar pode ajudar o partido a eleger mais deputados, oxigenando os fundos partidário e eleitoral. 

Leo Prates já tem seu plano B caso perceba que a executiva estadual do PDT, sob o comando do deputado federal Félix Júnior, esteja colocando obstáculos para sua reeleição. "O caminho mais natural, se eu tiver que sair do PDT, é o Republicanos", disse o pedetista. 

O instituto da fidelidade partidária sucumbiu diante da dinheirama dos fundos partidário e eleitoral. Se filiar a uma legenda em decorrência do programa é coisa de priscas eras, de político otário. 

A primeira pergunta de quem vai sair se filiar a um novo partido, independente de ser de esquerda, direita e suas variantes, é sobre dinheiro, quanto a sigla vai liberar para a campanha. 

Programa de governo, estatuto partidário e o posicionamento do partido diante de determinados assuntos são coisitas bobas que devem continuar engavetadas.

PS - O deputado Leo Prates é uma das poucas exceções que pode procurar um novo abrigo partidário por motivo de não se encontrar politicamente confortável na sua legenda, já que não vai votar na reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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