Em apenas 72 horas, Ilhéus somou mais de seis homicídios — entre eles, o triplo feminicídio de três mulheres brutalmente assassinadas na praia mais movimentada da cidade. A cena foi bárbara, mas o que choca ainda mais é o silêncio do governo da Bahia.
Enquanto famílias choram suas perdas e a população vive sob medo, o governador Jerônimo Rodrigues prefere se esconder atrás de relatórios estatísticos que falam em “queda da violência”. Os números não consolam quem enterra filhos, mães e irmãs.
A verdade é dura: a segurança pública na Bahia virou as costas para o povo. A ausência de presença policial, a demora nas investigações e a falta de comunicação oficial revelam um Estado distante, mais preocupado com discursos do que com a vida real.
Ilhéus, cidade turística, virou símbolo da incompetência governamental. O que ocorreu no último fim de semana não pode ser tratado como “caso isolado”. É prova de que a política de segurança falhou e continua falhando.
Não se governa apenas com planilhas e entrevistas em gabinete climatizado. É preciso encarar a violência de frente. A Bahia exige ação, não desculpas.

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