Oito partidos protocolaram uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a suspenção do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF): União Brasil, Republicanos, PP, Avante, Solidariedade, PRD, Podemos e PSDB.
A participação do PSDB, se juntando as três legendas protagonistas do centrão - UB, PP e Republicanos -, vai fazer com que Ciro Gomes reflita sobre uma eventual saída do PDT para o tucanato.
Ciro sempre defendeu uma justiça tributária. Não pode ir para uma agremiação partidária que se une com o centrão para ficar ao lado dos poderosos, os bilionários, os bancos e as bets.
A situação de Ciro Gomes, que não canso de dizer que é o político mais preparado do Brasil, o único presidenciável que tem um plano de desenvolvimento nacional, lembra o ditado popular "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
E quais seriam estes dois "bichos"? Perguntaria o caro e atento leitor. O primeiro é o PDT, o segundo o PSDB. O PDT porque caminha para apoiar o quarto mandato do presidente Lula (PT). O PSDB porque está de mãos dadas com quem é contra uma imprescindível e urgente justiça tributária, que não deixa de ser também social.
O PSDB, ao se alinhar com o centrão no pega-pega sobre o IOF, enterrou a possibilidade de Ciro retornar a seu abrigo partidário de priscas eras.
Lamentável é o Partido Democrático Trabalhista (PDT), fundado pelo saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, não mostrar nenhuma preocupação em perder um Ciro Gomes.
PDT sem Ciro é um PDT sem expressão nacional, caminhando para ser coadjuvante na política brasileira.
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