Para Geraldo Simões, o silêncio dos partidos progressistas em Itabuna, diante da PEC da Blindagem e da Anistia aos golpistas, "revela o tamanho do estrago que o alinhamento ao atual prefeito provocou na esquerda e na luta contra as pautas da extrema direita".
Obviamente que o ex-alcaide de Itabuna se refere ao governo Augusto Castro (PSD) e as legendas PT, PSB, PCdoB e PV. Todas usufruindo das benesses proporcionadas pela máquina municipal, ocupando cargos de primeiro escalão.
Em relação ao PT, abrigo partidário do ex-gestor de Itabuna por dois mandatos, salta aos olhos que o ex-deputado federal fala do PT augustiniano, o PT 2, que tem como principal liderança o prefeiturável Manoel Porfírio, presidente da Câmara de Vereadores.
Se tem o chamado PT 2, é porque tem o PT 1. Esse, liderado por Geraldo Simões, faz oposição ao atual governo municipal. Foi o PT que ficou contra o apoio da sigla à reeleição de Augusto Castro, que terminou quebrando o tabu do segundo mandato consecutivo.
Socialistas, comunistas, verdes e petistas da ala do PT 2 estão unidos na defesa do governo municipal. O vice-prefeito é do PV, o ex-edil Josué Brandão Júnior, que também sonha com a possibilidade de ser o candidato de Augusto na sucessão de 2028. Digo também, porque existem outros pretendentes, como, por exemplo, Sônia Fontes, secretária de Infraestrutura e Urbanismo.
Até agora nada. Nem uma nota, que poderia ser conjunta, respondendo a Geraldo. O silêncio do quarteto partidário oxigena o provérbio "quem cala, consente".

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