E se o presidente Lula desistisse de disputar o quarto mandato? Quem seria o candidato do PT? Seria obrigatoriamente um petista?
E se não fosse do Partido dos Trabalhadores? A pergunta é pertinente porque o lulopetismo gosta muito de apoio mas detesta apoiar. Em duas oportunidades deu um chega pra lá em Ciro Gomes.
Pelo PT, somente dois nomes: Camilo Santana, ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, e Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e ex-presidenciável.
Camilo Santana seria um desastre. Não tem forca eleitoral. O bolsonarismo iria agradecer. Haddad é a melhor opção, já foi testado e teve um bom desempenho.
O problema, em relação a Fernando Haddad, é o Estado de São Paulo. O ex-ministro é pré-candidato na sucessão do governador Tarcísio de Freitas, que busca o segundo mandato pelo Republicanos.
Se não tiver um candidato competitivo na sucessão do Palácio dos Bandeirantes, fica difícil sair vitorioso no pleito presidencial. Lembrando ao caro e atento leitor que o Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil.
O lulopetismo teria que convencer Geraldo Alckmin (PSB), que já foi duas vezes governador de São Paulo pelo PSDB, a ser o principal adversário de Tarcísio de Freitas. O vice-presidente da República não quer nem ouvir falar sobre essa possibilidade.
O Estado de São Paulo está para o bolsonarismo, com a pré-candidatura à Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL), assim como o Nordeste para o lulismo, que é a "tábua de salvação" da reeleição de Lula.

Na modesta opinião da Coluna Wense, o melhor caminho para evitar a volta do bolsonarismo ao poder maior da República é uma agradável surpresa que se chama Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, pré-candidata ao Senado pelo Estado de São Paulo.
Tebet, além de ser portadora de um invejável carisma, competência e inteligência, é boa de debate, no olho no olho, frente a frente com os adversários. O bolsonarismo não quer nem ouvir falar da substituição de Lula por Simone Tebet.
A consequência imediata da candidatura de Tebet seria um enfraquecimento da odienta polarização do lulismo versus bolsonarismo. Tebet ressuscitaria a chamada "terceira via".
Outro ponto é que Simone Tebet, mesmo tendo o apoio do PT, atrairia o eleitorado antipetista e antibolsonarista, que não quer à reeleição de Lula e, muito menos, a eleição de Flávio Bolsonaro, que além de ser um presidenciável despreparado, sem nenhuma condição de governar o Brasil, iria passar todo o mandato resolvendo as brigas no clã Bolsonaro por espaços no governo, obviamente que me refiro aos filhos 2, 3 e 4 de Jair Messias Bolsonaro, sem falar da madrasta Michelle Bolsonaro, cujo relacionamento com os enteados é o pior possível, principalmente com o pré-candidato Flávio Bolsonaro, o primogênito do ex-morador do Alvorada. Vai ser um Deus nos acuda.
O que se comenta, à boca pequena, é que Eduardo Bolsonaro, hoje morando nos Estados Unidos, o "pai" brasileiro do tarifaço trumpiniano, já estaria com sua reivindicação pronta: ser ministro das Relações Exteriores.
A eleição de Simone Tebet significaria uma virada na página da República, um novo rumo, um chega prá lá na odienta polarização que vem enterrando o Brasil.

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