Qual foi a única informação positiva da pesquisa do instituto Genial/Quaest para o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL)?
Isso mesmo, a única. A que a chamada "terceira via", representada por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ex-governadores de Goiás e Minas, continua empacada.
A soma das intenções de voto em Caiado e Zema não passa de 5%. Nesse quesito um é solidário ao outro. Estão de mãos dadas, em um gesto que merece elogios.
Se a "terceira via" não cresce, a discussão sobre a substituição do número 1, enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, perde força, cai no esquecimento.
Todas as respostas dos outros quesitos foram favoráveis ao presidente Lula. De uma reeleição complicada, o lulismo já fala em liquidar a fatura no primeiro turno.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o maior adversário de Flávio Bolsonaro é ele mesmo, que anda atirando no próprio pé. Quem também atira no seu pé, mais especificamente no direito, é o mano Eduardo Bolsonaro, o número 3.
Esse Luiz Inácio Lula da Silva é mesmo um cara de sorte. De uma reeleição considerada perdida, aparece um Flávio Bolsonaro da vida, se transformando no maior "cabo eleitoral" do quarto mandato.
Concluo dizendo que a direita bolsonarista vai terminar enlameando a direita como segmento ideológico, a direita que tem o respeito da esquerda.

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