Existe um tempo do ano em que a Bahia parece sorrir de um jeito diferente. Basta o mês de junho chegar para que algo especial aconteça. As ruas ganham cores, as bandeirolas dançam ao sabor do vento, o cheiro do milho assado e das comidas típicas invade os caminhos, e o som da sanfona encontra abrigo no coração da gente.
Eu sempre acredito que a festa junina é muito mais do que uma celebração. É um sentimento. É uma memória viva que atravessa gerações. É a oportunidade de reencontrar aquilo que somos, de valorizar nossas raízes e de celebrar a beleza da cultura popular que faz da Bahia um lugar único no mundo.
Quando vejo uma fogueira acesa diante de uma casa, não enxergo apenas uma tradição. Vejo histórias sendo contadas, famílias reunidas, amigos que voltam a se encontrar depois de muito tempo e crianças descobrindo o encanto que seus avós já conheciam. A festa junina tem esse poder raro de aproximar as pessoas e aquecer não apenas as mãos, mas também os corações.
E há algo ainda mais bonito nessa época. Milhares de baianos que vivem longe do interior arrumam as malas e pegam a estrada. Voltam para casa. Voltam para o colo da família, para os abraços demorados, para as conversas na varanda, para as lembranças que o tempo nunca conseguiu apagar. A festa junina é um reencontro com nossas origens.
Também é impossível falar dessa celebração sem reconhecer sua importância para a economia da Bahia. Os festejos juninos movimentam o comércio, fortalecem o turismo, geram empregos e criam oportunidades para milhares de trabalhadores. São os ambulantes, os comerciantes, os motoristas, os produtores culturais, os artesãos, os músicos, os sanfoneiros, os cozinheiros e tantos outros profissionais que encontram nesse período uma fonte de renda e desenvolvimento.
A economia criativa ganha vida em cada arraial montado, em cada quadrilha apresentada e em cada palco iluminado. A cultura se transforma em oportunidade, e a tradição se torna um instrumento de fortalecimento das comunidades e dos municípios baianos.
Nas mesas fartas, encontramos sabores que contam a nossa própria história. O milho, a canjica, o mungunzá, o bolo de aipim, o amendoim cozido, os licores e tantas outras delícias carregam o gosto da infância, da simplicidade e do afeto. São receitas que resistem ao tempo porque foram feitas para alimentar muito mais do que o corpo.
A festa junina da Bahia é alegria, mas também é pertencimento. É cultura, economia, memória, identidade e amor pela nossa terra. É uma celebração que mantém viva a essência do nosso povo e reforça o orgulho de sermos baianos.
Neste período tão especial, desejo a todos os baianos e baianas dias repletos de paz, saúde, alegria, prosperidade e momentos inesquecíveis ao lado de quem amam.
Que as fogueiras iluminem nossos caminhos, que o forró embale nossos sonhos, que a esperança renasça em cada coração e que jamais percamos a beleza das tradições que fazem da Bahia um dos maiores símbolos da cultura popular brasileira.
Viva a festa junina!
Viva a Bahia!
Magno Lavigne
Pré-candidato a deputado estadual pela Bahia

Comentários: