Era tudo que o lulopetismo queria na campanha da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a política do rico contra o pobre.
A votação do fim da escala 6x1 é a prioridade do governo Lula nas duas Casas do Congresso Nacional: Senado e Câmara dos Deputados.
O discurso já está pronto: empresários da Faria Lima versus trabalhadores. A famosa avenida, na zona oeste de São Paulo, é conhecida como a "Wall Street brasileira", onde se encontram as sedes dos bancos e os fundos de investimentos. É o metro quadrado mais caro do Brasil.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Albano, enviou uma carta a todos os parlamentares contra a redução da jornada de trabalho, dizendo que o fim da escala 6x1 "terá impacto direto na competitividade do país, nos empregos formais e na produtividade das empresas brasileiras".
O PT acredita que os deputados e senadores da oposição, em ano eleitoral, não vão ser contra a proposta que tem o apoio da maioria esmagadora da classe trabalhadora.
Por sua vez, esses parlamentares, identificados como de direita, não podem contrariar quem contribui financeiramente com suas campanhas. E com robustas quantias, de fazer inveja a tio Patinhas.
Já está em curso o discurso de que a direita é a favor dos patrões e a esquerda dos empregados.

Comentários: