A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (13), revelou um aumento na rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados afirmaram que não votariam no petista em uma eventual candidatura à reeleição em 2026 — um crescimento de dois pontos percentuais em relação à pesquisa de outubro, quando o índice era de 51%.
O levantamento mostra ainda que 45% dos brasileiros votariam em Lula, uma queda em relação aos 47% registrados no mês anterior.
Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível, teve uma melhora discreta em seus números: o apoio subiu de 34% para 36%, e a rejeição caiu de 63% para 60%.
Outros presidenciáveis ganham espaço
Entre os possíveis nomes para 2026, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece em terceiro lugar, com 30% de intenção de voto — um avanço de quatro pontos em relação à pesquisa anterior. Michelle Bolsonaro (PL) registrou 28%, seguida por Ciro Gomes (PDT) com 27%, Ratinho Junior (PSD) com 26%, e Eduardo Bolsonaro com 21%.
Nomes como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) seguem na faixa dos 15% a 16%, enquanto o líder do MBL, Renan Santos, foi incluído pela primeira vez, com 3%.
Na lista dos mais rejeitados, Eduardo Bolsonaro lidera com 67%, seguido por Michelle Bolsonaro (61%) e Jair Bolsonaro (60%). Lula aparece em quinto lugar, com 53% de rejeição, à frente de Tarcísio (40%) e Ratinho Junior (37%).
Desejo por novos nomes
Um dos dados mais reveladores da pesquisa é o cansaço do eleitorado com a polarização política entre Lula e Bolsonaro. Para 24% dos entrevistados, o melhor cenário em 2026 seria a eleição de um nome que não tenha ligação com nenhum dos dois.
Outros 23% preferem a vitória de Lula, enquanto 17% gostariam de ver alguém de fora da política eleito. Já 15% esperam o retorno de Bolsonaro, caso volte a ser elegível.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos, entrevistou 2.004 pessoas entre 6 e 9 de novembro, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Reflexão
Os números revelam uma mudança gradual no humor político do país, com parte significativa dos eleitores buscando alternativas à velha polarização. O aumento da rejeição a Lula e a estagnação de Bolsonaro indicam que o Brasil pode estar à procura de novas lideranças e discursos capazes de unir, e não dividir.
Resta saber: em 2026, os brasileiros continuarão presos à disputa entre petistas e bolsonaristas — ou finalmente abrirão espaço para um novo caminho político?
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