O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se pronunciou neste sábado, dia 3, após o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais, Lula condenou duramente a ofensiva americana e classificou a ação como uma grave violação da soberania de um país latino americano.
Segundo o chefe do Executivo brasileiro, os bombardeios em território venezuelano e a retirada forçada do presidente do país representam um limite inaceitável nas relações internacionais. Para Lula, a ação cria um precedente perigoso e amplia o risco de instabilidade global.
O presidente destacou que o uso da força, sem respaldo do direito internacional, enfraquece o multilateralismo e abre caminho para um cenário de violência e insegurança. Lula afirmou ainda que esse tipo de atitude remete a períodos marcados por interferências externas na política da América Latina e do Caribe.
De acordo com o presidente, a resposta da comunidade internacional precisa ser firme. Ele defendeu que a Organização das Nações Unidas atue de forma imediata diante do episódio e reiterou que o Brasil mantém sua posição histórica de defesa do diálogo, da cooperação entre os países e da solução pacífica dos conflitos.
Ainda neste sábado, o governo brasileiro convocou uma reunião no Palácio Itamaraty para avaliar os desdobramentos do ataque e definir os próximos passos da diplomacia brasileira. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre quais ministros participariam do encontro. Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estavam em recesso de fim de ano, com retorno a Brasília previsto para a próxima semana.
Ataque dos Estados Unidos à Venezuela
A ofensiva militar ocorreu durante a madrugada, com ataques concentrados em Caracas, capital da Venezuela. Segundo agências internacionais, diversas explosões foram registradas em um curto intervalo de tempo. Poucas horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a operação e anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.
Em declaração pública, Trump afirmou que Maduro foi retirado do território venezuelano e que novas informações sobre a operação seriam divulgadas ao longo do dia. A vice presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, declarou não ter informações sobre o paradeiro do presidente e cobrou provas de que ele esteja vivo.
O episódio elevou a tensão diplomática na América do Sul e deve provocar reações de governos e organismos internacionais ao longo dos próximos dias.
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