O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, voltou a criticar com dureza a condução do Supremo Tribunal Federal no processo que levou à manutenção da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu nesta terça-feira, 26, após a Primeira Turma da Corte confirmar oficialmente a condenação e autorizar o início do cumprimento da pena.
Para Roma, a decisão não surpreendeu. Segundo ele, o julgamento teria sido um “processo de cartas marcadas”, no qual o desfecho era previsível desde o início. O dirigente classificou o cenário como um exemplo de “vingança política”, e não de Justiça.
“É impossível chamar isso de Justiça. O que vimos foi um processo com resultado anunciado, em que a condenação de Bolsonaro já estava escrita antes mesmo dos votos. Não se trata de julgamento, mas de vingança política, algo sem precedentes na história do Brasil”, declarou o ex-ministro. Roma afirmou ainda que o ex-presidente é “a maior e mais forte liderança política do país”.
A reação surgiu após o ministro Alexandre de Moraes declarar o trânsito em julgado do processo, tornando definitiva a condenação. Para aliados do ex-presidente, a decisão representa uma etapa decisiva na trajetória jurídica de Bolsonaro e amplia a tensão no cenário político nacional.
Roma também acusou setores do Judiciário de promoverem uma perseguição organizada. Segundo ele, Bolsonaro estaria sendo submetido a “humilhações sucessivas”, “pressões psicológicas” e “ações desumanas”, especialmente em meio às condições de saúde fragilizadas do ex-presidente.
“Bolsonaro enfrenta crises de soluço, vômitos e sequelas graves da facada que quase o matou. Submeter um homem de 70 anos com tantos problemas de saúde a esse tipo de prisão é crueldade deliberada”, afirmou.
Em um tom ainda mais crítico, o presidente do PL baiano comparou a atuação de ministros do STF a tribunais de regimes autoritários. “O Supremo, que deveria pacificar a nação, virou palco de posições ideológicas radicais. Isso não fica atrás do tribunal montado por Hugo Chávez na Venezuela”, declarou.
Roma também afirmou que a condenação de Bolsonaro não tem relação com corrupção, mencionando que Lula e antigos aliados do PT retornaram ao poder mesmo após escândalos que, segundo ele, “foram comprovados”. Para o dirigente, o objetivo da decisão seria atingir o campo político representado pelo ex-presidente.
“O que está acontecendo é uma tentativa explícita de criminalizar um projeto político e silenciar milhões de brasileiros que acreditam em um Brasil livre, soberano e sem corrupção, um Brasil que respeita e valoriza a família, a fé em Deus e os bons valores”, concluiu.
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