O abandono da BA-489, trecho que liga Itamaraju a Prado, chegou ao limite da tolerância. Em um movimento firme e estratégico, a deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia uma indicação formal ao governador Jerônimo Rodrigues e ao secretário de Infraestrutura Sérgio Brito, solicitando a imediata execução de uma operação tapa-buraco ao longo dos 52 km da rodovia.
A iniciativa vai além de uma demanda pontual. Ela é reflexo de um olhar comprometido com o desenvolvimento regional, a segurança viária e a valorização das potencialidades econômicas e turísticas do Extremo Sul baiano.
“A infraestrutura rodoviária não é apenas uma questão técnica, é um compromisso com a dignidade de quem vive, produz e circula por essas estradas todos os dias”, destacou a parlamentar.
Uma estrada esquecida — mas não por todos
Quem trafega pela BA-489 conhece os riscos: buracos, erosão, trechos intransitáveis, acidentes evitáveis e prejuízos constantes para a população. Mas, para Cláudia Oliveira, o tempo da indiferença ficou para trás. “É inadmissível permitir que uma rota com papel estratégico para a economia regional continue sendo ignorada pelo poder público”, afirma.
A deputada argumenta que Itamaraju, com sua produção agrícola intensa, e Prado, com seu apelo turístico reconhecido nacionalmente, são interligados por uma via crucial para o desenvolvimento e a integração da região. Sua degradação afeta não apenas a população local, mas toda uma cadeia produtiva.
Impactos reais e imediatos
O estado crítico da BA-489 traz consequências diretas para o cotidiano da população:
Dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais como saúde e educação;
Aumento no custo do transporte e na manutenção de veículos;
Queda no fluxo turístico em Prado, comprometendo empregos e renda;
Redução da competitividade para produtores rurais e empresários da região.
“Esses impactos não são apenas estatísticas. São vidas afetadas, famílias penalizadas, jovens que enfrentam obstáculos para estudar, produtores que perdem competitividade, comerciantes que deixam de crescer”, pontua a deputada.
Manutenção: agir agora para não pagar mais caro depois
Na sua proposição, Cláudia Oliveira também chama atenção para o fator econômico. Investir agora em manutenção preventiva — como a operação tapa-buraco — é mais barato e eficiente do que esperar pelo colapso total da estrada. “É a lógica do bom gestor: prevenir sempre custará menos que reconstruir. E, nesse caso, prevenir também salva vidas e protege empregos”, argumenta.
O caminho para o futuro começa pelo asfalto
A defesa da BA-489 é, para Cláudia, uma defesa do direito à mobilidade, à segurança e ao desenvolvimento regional. Ela finaliza seu apelo com clareza e firmeza:
“Não estamos pedindo luxo. Estamos exigindo o básico: uma estrada transitável. O povo do Extremo Sul merece respeito. Essa é uma luta nossa — e vamos seguir até ver esse asfalto digno se tornar realidade.”

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