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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026
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O "frescor" de R$ 5 milhões: ALBA licita aluguel de ar-condicionado e gera revolta com custo milionário.

Assembleia Legislativa da Bahia abre licitação para renovação de sistema de climatização nos edifícios da Casa.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
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Enquanto a população baiana enfrenta desafios crescentes no custo de vida, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) prepara uma movimentação financeira que promete elevar a temperatura do debate político. Marcada para o dia 9 de abril, uma nova licitação prevê o aluguel de sistemas de ar-condicionado com um custo estimado de R$ 400 mil por mês. Ao final de um ano, a conta para os cofres públicos chegará a quase R$ 5 milhões.

 

O montante se refere à locação e manutenção de cerca de 450 aparelhos, que serão distribuídos entre os edifícios David Ribeiro (212 unidades) e Wilson Lins (257 unidades). O que chama a atenção não é apenas o valor total, mas a modalidade de contratação, que opta pelo aluguel em vez da aquisição definitiva dos equipamentos.

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Tecnologia de ponta e técnicos em tempo integral

De acordo com as especificações do edital, a empresa vencedora será responsável pela implementação de sistemas do tipo VRF/VRV, conhecidos pela alta eficiência e tecnologia avançada de fluxo de refrigerante variável. O pacote de serviços é completo: inclui desde a instalação das tubulações e drenos até a parte elétrica e os comandos automatizados.

Além dos equipamentos, o contrato exige um "luxo" operacional: a contratada deverá manter, em tempo integral nas dependências da ALBA, pelo menos três técnicos especialistas certificados para realizar manutenções preventivas e atender chamados imediatos. Essa estrutura de suporte dedicada é um dos fatores que impulsionam o custo mensal da operação.

Justificativa: Conforto térmico ou gasto excessivo?

A administração da ALBA defende a medida alegando que o parque tecnológico atual está sucateado. Segundo o texto da justificativa oficial, as máquinas hoje em uso possuem baixa efetividade energética, o que geraria desperdício de eletricidade. A nova contratação visaria garantir a "salubridade, o bem estar e a produtividade" de parlamentares, servidores e cidadãos que frequentam o Legislativo.

Entretanto, o argumento da eficiência energética esbarra no questionamento sobre a prioridade dos gastos públicos. Em um estado com carências históricas em áreas básicas, o investimento de R$ 5 milhões anuais apenas para manter o clima agradável nos gabinetes e corredores da Casa do Povo gera críticas sobre a falta de austeridade na gestão do dinheiro dos contribuintes.

Críticas à modalidade de locação

Especialistas em gestão pública frequentemente debatem se o aluguel de longo prazo é mais vantajoso que a compra. No caso da ALBA, o valor acumulado em poucos anos de contrato seria suficiente para a aquisição de um sistema próprio de última geração. A opção pela locação, no entanto, transfere o risco de manutenção e obsolescência para a empresa privada, mas mantém o estado vinculado a um pagamento mensal perpétuo e elevado.

Com a abertura dos envelopes prevista para as próximas semanas, a pressão popular e a vigilância dos órgãos de controle devem aumentar sobre os deputados baianos, que precisarão explicar se o conforto térmico do Centro Administrativo vale o preço de milhões de reais retirados de outras frentes de investimento.

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FONTE/CRÉDITOS: Informaçôes BNews
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