O pega-pega entre os "companheiros" Jaques Wagner e Rui Costa, que tem o mesmo abrigo partidário, o Partido dos Trabalhadores (PT), vai ficando cada vez mais intenso e incontrolável.
As duas lideranças do lulopetismo da Boa Terra, quando questionados sobre o relacionamento político, têm a mesma estratégia: a de que não existe nenhuma animosidade. O que não é verdade.
Wagner é considerado o criador político de Rui, que nesse contexto passa a ser a criatura. A expressão popular "dois bicudos não se beijam" se encaixa como uma luva na recíproca desconfiança entre ambos.
O último fato que ilustra esse pega-pega entre Wagner e Rui, que já vem de muito tempo, foi a antecipação do anúncio da majoritária pelo senador, evitando assim qualquer manobra contra à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em conversas reservadas, Wagner dizia que estava em curso uma trama para substituir Jerônimo por Rui Costa, que seria o adversário de ACM Neto, pré-candidato do União Brasil na disputa pelo cobiçado comando do Palácio de Ondina.
Segundo o site Política Livre, a informação da trama para substituir Jerônimo pelo ministro Rui Costa foi passada por "fontes ligadas ao PT e aos três políticos", obviamente se referindo ao governador, o senador e o ministro da Casa Civil do governo Lula 3.
Veja, caro e atento leitor, ipsis litteris, o que diz um trecho da matéria do Política Livre sobre o assunto, que já começa a render, oxigenando ainda mais o Wagner versus Rui.
"Um possível retorno do ministro ao governo preocupa Wagner porque ele e seu grupo político controlam a gestão de hoje, condição que desapareceria na eventualidade de um novo governo de Rui, em cujas gestões à frente do Estado o senador petista ficou, segundo relatos, a pão e água".
A opinião de que Jaques Wagner prefere a eleição de ACM Neto do que o retorno de Rui Costa não pode ser literalmente descartada.
A principal consequência política desse pega-pega entre Wagner e Rui é o enfraquecimento político do governador Jerônimo Rodrigues, causando mais obstáculos para sua reeleição.
Quem comemora, efusivamente, à animosidade entre os "companheiros" Rui Costa e Jaques Wagner, é a oposição, o netismo e o senador Angelo Coronel.
Se a tentativa de substituir Jerônimo por Rui Costa estava mesmo em curso, o chefe do Palácio de Ondina deve agradecer a Wagner por ter impedido a trama contra seu segundo mandato.
Cabe ao ministro Rui Costa um pronunciamento sobre as insinuações de que estaria por trás do conluio que o transformaria no candidato do PT na sucessão estadual de 2026.

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