Está ficando complicado para ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, do qual é vice-presidente nacional.
O ex-prefeito de Salvador vive o cada dia com sua agonia. O bolsonarismo quer uma declaração pública de apoio ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Declarar que apoia o número 1 do ex-morador do Alvorada, depois das expressões "Tariflávio" e "Bolsomaster", seria um desastre, politicamente e eleitoralmente.
O problema é que o PL compõe a coligação com o União Brasil e outras siglas. João Roma, presidente estadual do Partido Liberal, é postulante ao Senado na majoritária encabeçada pelo ex-gestor soteropolitano.
Deputados estaduais do PL, com o aval do comando nacional, pressionam o ex-chefe do Palácio Thomé de Souza. Já há quem defenda um apoio explícito como condição para a permanência do PL na coligação oposicionista, obviamente ao governo Jerônimo Rodrigues (PT).
O chega pra lá de Neto na pré-candidatura do enteado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, já chegou ao conhecimento do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Que situação de ACM Neto, o que faz lembrar o ditado popular "entre a cruz e a espada" ou, se o caro e atento leitor preferir, "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

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