Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a participação da madrasta Michelle Bolsonaro na campanha do enteado Flávio Bolsonaro é imprescindível para o desejo do número 1 de ser o chefe do Palácio do Planalto e morador do Alvorada, uma espécie de "5 estrelas" que pertence ao povo brasileiro.
A presença da ex-primeira-dama no pleito presidencial vai diminuir a alta rejeição do primogênito do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro entre as mulheres.
Essa rejeição tende a aumentar em decorrência do silêncio conivente de Flávio diante da declaração de Paulo Figueiredo, um dos coordenadores de sua campanha. O amigo, e também conselheiro, anda dizendo que "mulher solteira não sabe votar", que só a casada vota certo, porque ouve o marido.
Que coisa, hein! Que imbecilidade, que idiotice. O primogênito, também rotulado de número 1, continua calado diante do machismo do conselheiro. Quem cala consente, diz o ditado popular.
Como não bastassem os "patriotas" Figueiredo e o irmão Eduardo Bolsonaro, o número 3, hoje morando nos Estados Unidos, tem os aliados daqui do Brasil, que em vez de ajudar na missão de reaproximar a madrasta do enteado, só faz afastar.
Um bom exemplo é ficar maldosamente insinuando que basta oferecer a vice a Michelle para que a briga tenha um ponto final. A ex-primeira-dama, com toda razão, ficou irritada com a notícia, com o "toma lá, dá cá".
Outra coisa que deixou Michelle muito aborrecida foi a declaração de lideranças bolsonaristas flavianas dizendo que "ainda" precisam dela para conseguir o voto do eleitorado feminino.
Esse "ainda" pode ser interpretado como uma coisa, digamos, passageira, que assim que passar o processo eleitoral, um chega pra lá em Michelle passa a ser favas contadas.
Nesse pega-pega entre a madrasta e o clã Bolsonaro, fico a imaginar como se encontra o ex-presidente Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Vai ficar de que lado, da esposa ou do filho presidenciável? Que situação, hein!
Concluo dizendo que o bordão "Deus, Pátria e Família", está indo para a sarjeta. Usam o nome de Deus em vão e jogam a soberania na lata do lixo, substituindo o Brasil pelos Estados Unidos. E a família? Ora, ora, ora, sem comentários.

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