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Domingo, 05 de Julho de 2026
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Política

ANTIPETISMO E ANTIBOLSONARISMO

Coluna Wense, 5 de julho de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
ANTIPETISMO E ANTIBOLSONARISMO
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O grande desafio do bolsonarismo é diminuir o favoritismo de Lula no nordeste. O de Fernando Haddad, principal adversário de Tarcísio Freitas na disputa pelo governo de São Paulo, é evitar uma derrota no primeiro turno. 

Tarcísio busca o segundo mandato como chefe do cobiçado Palácio dos Bandeirantes pelo Republicanos. Haddad é o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

Pesquisa divulgada hoje, domingo (5), dia do esperado e preocupante jogo do Brasil contra a Noruega, aponta a possibilidade de Tarcísio liquidar a fatura na primeira etapa eleitoral. 

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O governador de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, lidera a corrida com 46% dos sufrágios. Haddad, ex-ministro da Fazenda, está na segunda posição com 30%. 

Mas o que chama atenção na pesquisa do instituto Datafolha é a insatisfação dos paulistas com a segurança pública e saúde. Outro ponto é que 46% dos entrevistados dizem que o governador "fez menos que era esperado no cargo". Ou seja, não cumpriu com as promessas de campanha. 

Mesmo assim, com essas duas queixas, a hipótese da vitória sem precisar de um segundo turno continua. Como a eleição está um pouco distante, pode acontecer uma mudança no cenário. 

O caro e atento leitor faria a seguinte pergunta, oportuna e pertinente: Como pode ganhar no primeiro turno com dois quesitos - segurança pública e saúde - tendo uma alta reprovação? 

A resposta é inquestionável: o forte e enraizado antipetismo, que vai diminuindo com os tiros deflagrados pelo presidenciável Flávio Bolsonaro nos próprios pés, de preferência no direito. 

Como não bastasse, tem o aloprado mano Eduardo Bolsonaro e o conselheiro-mor Paulo Figueiredo, ambos morando nos Estados Unidos, que vem se transformando na "tábua de salvação" da reeleição do petista-mor. 

O antipetismo e o antibolsonarismo continuam inabaláveis, o que termina sendo ruim para o Brasil. 

Por que ruim? Ora, ora, se vota em fulano de tal, mesmo corrupto, porque é quem pode derrotar o candidato do lulismo ou do bolsonarismo. 

Que coisa, hein! Até que ponto chegamos. É melhor ter um bolsonarista corrupto no poder do que um petista com boas intenções e vice-versa. Um petista ladrão do que um bolsonarista de passado limpo. 

E assim caminha a República Federativa do Brasil.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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