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Política

PORTA-VOZ DAS SANÇÕES

Coluna Wense, 11 de setembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
PORTA-VOZ DAS SANÇÕES
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"A esperança do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro é o ministro Luiz Fux", Coluna Wense, terça-feira, 9 de setembro de 2025.

Não deu outra: Fux absolveu Bolsonaro de todos os crimes. Isso mesmo: todos os crimes. Bolsonaro não sabia de nada. Foi o "bobo da corte" da trama golpista. 

Mas o que chamou mais atenção não foi o voto de Fux. E sim a declaração do apresentador Paulo Figueiredo, parceiro de Eduardo Bolsonaro, filho número 3 do ex-morador do Alvorada, na defesa do bordão "EUA acima de todos", uma espécie de "patriotismo" pelo avesso. 

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"Por causa dessa postura, Fux está livre de ser sancionado pelo governo de Donald Trump", disse Figueiredo. 

Até que ponto chegamos: ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima da Justiça Brasileira, sendo ameaçados por um sujeito que atribui a si mesmo o título de "porta-voz" do governo dos Estados Unidos. 

O ministro Luiz Fux insinuou por diversas vezes que Alexandre de Moraes, relator do julgamento da trama golpista, age com viés político. Fux, no entanto, dá sua guinada antipetista quando afirma que o mensalão "foi uma abolição do Estado Democrático de Direito". 

Não canso de dizer que essa polarização lulismo versus bolsonarismo vai enterrando o Brasil. E o pior, pelo andar da carruagem, é que tende a ficar mais acentuada com a proximidade do pleito presidencial. 

Concordei com Fux em um único ponto: que o julgamento, em decorrência da complexidade do caso, envolvendo um ex-presidente da República, deveria ir para o plenário da Alta Corte, com seus 11 ministros julgando a tentativa de golpe de Estado, e não os 5 da Primeira Turma. 

Hoje tem o voto da ministra Cármen Lúcia, que deve seguir o mesmo caminho de Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A expectativa fica por conta das sanções contra a ministra. O porta-voz quer ser o primeiro a anunciar.

PS - O ministro Luiz Fux condenou, sem fazer nenhum tipo de questionamento, vários golpistas, concordando com Alexandre de Moraes. Mas quando chegou a vez dos "peixes graúdos" teve outra postura, com destaque para o ex-presidente Bolsonaro. Seguiu o "dura lex, sed latex". A lei é dura, mas estica. Para os poderosos, a lei é mais flexível.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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